Florianópolis - A Fifa e o governo federal apresentaram para as 32 seleções que vão disputar a Copa do Mundo, ontem, em Florianópolis, o plano de segurança no torneio, que consiste no uso de 150 mil profissionais de segurança pública e das Forças Armadas, além de 20 mil agentes privados. Mas a maior preocupação é em relação às possíveis manifestações que podem ocorrer nas ruas do Brasil durante a competição entre junho e julho.
"O governo federal tem grande preocupação, mas não é com a manifestação em si, mas em prevenir e coibir as ações violentas nesses eventos", revelou Andrei Rodrigues, secretário Extraordinário de Segurança para Grandes Eventos do Ministério da Justiça.
No total, o investimento federal no esquema de segurança para a Copa do Mundo será de R$ 1,9 bilhão, sendo que R$ 1,17 bilhão virá do Ministério da Justiça e outros R$ 708 milhões serão destinados pelo Ministério da Defesa.
Durante a Copa das Confederações, em junho do ano passado, também no Brasil, as manifestações contra o aumento da passagem de ônibus em algumas capitais tomaram as ruas. Depois disso, a competição da Fifa também passou a ser alvo dos protestos. Na avaliação do governo, porém, a segurança funcionou naquela ocasião.
"Na Copa das Confederações teve um dia que havia mais de um milhão de pessoas nas ruas e nenhum jogo sofreu intercorrência, nenhuma delegação sofreu dano", lembrou Andrei Rodrigues. Ele explicou que o objetivo não é proibir as manifestações, que são legítimas em um país democrático, mas fazer a separação entre vândalos e manifestantes.
No plano de segurança da Copa, há ainda uma pessoa responsável por cada delegação no que se refere à segurança. Segundo Hilário Medeiros, gerente de segurança do Comitê Organizador Local (COL), esses profissionais farão a ligação entre as 32 seleções participantes da competição e os organizadores do evento.
"São profissionais que tiveram 30 anos na atividade pública. O critério que o Comitê Organizador utilizou foi buscar profissionais do Exército, Polícia Militar, delegados e agentes do Ministério da Justiça. Eles atendem o requisito de disciplina e hierarquia. A partir de agora, começam a fazer um trabalho de ligação das delegações. Ainda por cima, todos falam inglês e alguns ainda falam a língua do país que vão auxiliar", contou Hilário Medeiros.

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