As imagens de selvageria em Joinville (SC), durante o primeiro tempo de Atlético-PR x Vasco, repercutiram em tempo real por todo país. Afinal, o jogo era válido pela Série A do Brasileiro e estava sendo transmitido ao vivo pelas principais emissoras do país. Porém, a violência ligada ao futebol já acontece desde os primeiros dias deste ano, sendo .escondida. Pelo fato de a imensa maioria das mortes terem acontecido fora do eixo Rio-São Paulo, ou seja, de menor repercussão nacional.
Já foram contabilizadas 30 mortes ligadas ao futebol, sendo que os estados Norte e Nordeste são os que mais sofreraram com essa intolerância entre os torcedores, principalmente, daqueles que pertencem às facções uniformizadas.
O destaque negativo, sem dúvida, fica por conta do Rio Grande do Norte, que contabiliza nove mortes desde o dia 1o-de janeiro. As últimas no RN foram registradas no último dia 15, com dois jovens, de 17 e 18 anos, após um jogo do ABC.
O Nordeste também teve seus "representantes" com os estados da Paraíba, Alagoas e Ceará, tradicionais palcos de barbárie de facções organizadas. É o segundo estado com mais vítimas neste ano.
A última morte aconteceu no último dia 28, após o título do Flamengo na Copa do Brasil, contra o Atlético-PR. Luana Gonçalves Cordeiro, de 14 anos, morreu após levar um tiro na cabeça em Pinhais, na região metropolitana de Curitiba. A jovem foi atingida por um vizinho que, revoltado com a perda do título, atirou. O autor está preso.
Vale lembrar ainda que esse número de mortes poderia ser maior, já que houve inúmeros casos de intolerância. Polícia Militar e uma dose de sorte evitaram o aumento.

Imagem ilustrativa da imagem VIOLÊNCIA - 30
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