Viola diz que jogar no Fla seria 'apaixonante'
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quarta-feira, 30 de dezembro de 1998
Agência Estado 
Viola admite: Jogar no Flamengo seria apaixonante. A força da maior torcida do Brasil seria um estímulo para o artilheiro do Campeonato Brasileiro aceitar o convite feito pelo superintendente de futebol do clube carioca, Gilmar Rinaldi. Viola já foi ídolo de milhões de corintianos e palmeirenses, sabe o valor do carinho do público - que traz, a reboque, bons contratos publicitários. Outra vantagem seria a parceria com Romário, de quem é fã declarado.
Para mim, ele é o melhor do mundo, afirmou. É um grande ser humano, ao contrário do que falam por aí. Não tem nada de antipático e, no clube e na seleção, sempre pensa em ajudar o grupo. Viola jogou com Romário no Valencia e na seleção, na Copa de 94, e adoraria repetir a parceria.
A negociação entre a Parmalat, dona do passe do atacante, e o Flamengo está avançada. Viola ainda não discutiu as bases financeiras do contrato, mas tem um encontro hoje com Gilmar. Ele espera também o Santos se manifestar. O empréstimo ao clube santista só termina em julho de 99, mas existe uma cláusula no contrato que permite à Parmalat vender o seu passe caso exista uma oferta interessante. Eles estão se entendendo e eu estou de férias, afirmou. Não quero saber de futebol tão cedo.
O atacante negou qualquer divergência com o técnico Leão. Se eu sair do Santos, não vai ser pela vontade nem do técnico, nem dos dirigentes, afirmou. Viola diz que se afeiçoou ao clube. Me identifiquei com o Santos; vou lá até nos dias de folga.
Viola disse que pesará na sua decisão de se mudar para o Rio a opinião da mulher, Leila. Ele acaba de comprar uma casa em São Paulo espaçosa para os filhos Pablo Clayton, de 1 ano e oito meses, e Paula, de quatro anos. Gostaria de aproveitá-la, mas sabe que não pode perder uma boa oportunidade profissional. Jogador de futebol é cigano, não escolhe muito para onde vai, afirmou. Tanto faz a Bósnia, Fortaleza, Estados Unidos ou Rio: o importante é estar feliz.
O artilheiro não espera ter os mesmos problemas de adaptação no Rio que teve em Valencia. Uma coisa é ir para um lugar em que você não fala a língua e precisa bater asa para pedir um ovo, brincou. No Rio, estou em casa: sou carioca da gema.
Viola deixou a festa de premiação da CBF aos melhores do Campeonato Brasileiro, ontem, no Rio, R$ 50 mil mais rico e com dois troféus na mão. Ele recebeu um cheque de R$ 30 mil pela artilharia e outro de R$ 20 mil por ter sido incluído na seleção dos jornalistas.


