Los Cardales - A Venezuela já não é mais aquele café-com-leite que as seleções sul-americanas estavam acostumadas. A Vinotinto, como é conhecida, deu um salto grande em qualidade nos últimos anos e começa a pôr as mangas de fora. Isso torna a partida de hoje bem perigosa para o Brasil.
A equipe do presidente Hugo Chávez entra descompromissada na Copa América. Se fizer bonito, será histórico. Se fizer feio, está dentro da normalidade. A seleção venezuelana entra na competição com o objetivo de alcançar a segunda fase. A partir daí, o que vier é lucro, como diz o próprio site oficial da Federação Venezuelana de Futebol (FVF).
Nas últimas três eliminatórias, a Venezuela não ficou na lanterna. Pelo contrário. Apenas dois pontos a separaram da Copa da África, em 2010. Três anos antes, sediou a Copa América com sucesso de público e chegou pela primeira vez às quartas de final. Entretanto, a maior glória foi em um amistoso contra o Brasil, comandado por Dunga, em 2009: a vitória por 2 a 0. No encerramento das eliminatórias, em 2009, os venezuelanos seguraram a seleção brasileira, em Campo Grande, ao empatar em 0 a 0.
A Copa América, para a Venezuela, serve ainda de laboratório para tentar uma vaga na Copa do Mundo 2014, no Brasil. Tanto que até o governo vem investindo na seleção nacional. A preparação, a mais elaborada de sua história, começou em 27 de maio, passando por Guatemala e Estados Unidos.
Entre os 23 convocados não há grandes estrelas, mas sim um bom entrosamento. Fedor, do Getafe, e Rondon, do Málaga, formam a dupla de ataque. Juan Arango, do Borussia Mönchengladbach, é o grande destaque da equipe. (T.M.)

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