Brasília - No último jogo, a vitória por 7 a 0 diante da Rússia, os dois foram perfeitos. Em um dos lances mais bonitos até aqui neste Mundial de Futsal, Vinicius deu um passe magistral, pelo alto, para o irmão Lenísio completar de primeira, sem deixar a bola cair. Um golaço. Hoje, às 10h30, contra Cuba, os dois têm a chance de afinar ainda mais
a parceria dentro de quadra. ‘‘Será um jogo de finalização e prepa-ração’’, explica Lenísio. ‘‘Na segunda fase, a exigência vai aumentar.’’
  Vinícius é ala. Lenísio é pivô. Juntos, formam uma dupla fundamental para o técnico Paulo César de Oliveira. ‘‘É uma geração diferenciada do futsal’’, afirma o treinador. ‘‘Ambos têm a família como prioridade, são muito ligados, muito amigos, têm muito bom caráter e um nível intelectual acima da média. São jogadores importantes principalmente porque existe um fio de liderança de cada um para o elenco.’’
  Ambos são também muito tímidos. Cada um evita tratar o irmão de maneira diferente quando estão em grupo. ‘‘O Vinícius é especial para mim, mas aqui dentro tentamos nos dar bem com todo mundo’’, conta Lenísio. A velha liderança de que falava PC surge daí. ‘‘Ajuda também na hora de estarmos na quadra, para que possamos exigir sempre mais do outro’’, explica Vinicius.
  Se, no conjunto, eles preferem não ficar muito grudados, quando estão em família tudo muda completamente de figura. Lenísio até deu o nome do irmão ao próprio filho, numa singela homenagem.
  O gol contra Rússia foi muito festejado pelos companheiros. Foi um dos mais belos entre os 40 que a seleção fez até agora no Mundial. Os irmãos, porém, mantêm os pés no chão. Nada de comemoração antes da hora. ‘‘O churrasco vai ficar para depois’’, explica Lenísio. ‘‘Agora o foco é a competição, a disputa do título.’’

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