France PresseAdaptaçãoDamon Hill, atual campeão da F-1, agora na equipe TWR (ex-Arrows), vai ter que se acostumar a andar atrás Quase cinco meses depois de desligar seus motores após a bandeirada no GP do Japão do ano passado, etapa final do Mundial, os pilotos voltam na madrugada de amanhã às pistas para disputar outra corrida, a de abertura do 48º Campeonato Mundial de Fórmula 1. A prova será em Melbourne. A largada é à meia-noite (a Rede Globo transmite o GP da Austrália). Jacques Villeneuve, da Williams-Renault, ganhou da própria F-1 a condição de favorito, mas a Williams-Renault, terá de dar duro para manter a enorme vantagem técnica de 96.
Cerca de 80 mil pessoas deverão acompanhar nas arquibancadas do autódromo de Albert Park a luta pela vitória da primeira etapa do campeonato. A facilidade com que os pilotos da Williams dominaram a competição em 96 obrigou a que ao menos as organizações de ponta da F-1 se preparassem muito bem para este Mundial. Talvez como em nenhum outro inverno europeu a McLaren, a Benetton, a Ferrari e a Jordan tenham treinado tanto.
Michael Schumacher acabou mostrando as garras nos treinamentos. A Ferrari não tem mesmo o carro que pretendia. John Barnard de novo falhou, mas também o modelo F-310B não é como Schumacher chegou a dizer: ‘‘O máximo que posso sonhar com ele é conquistar alguns pontinhos’’. A formação do grid foi definida nesta madrugada. O favorito para vencer a primeira prova, e até o campeonato, Jacques Villeneuve, da Williams-Renault, é mais objetivo que o alemão, ao confirmar as qualidades de seu equipamento. ‘‘Como em 96, eu e Heinz-Harald Frentzen dispomos de um grande carro’’.
Frentzen, outro alemão, confessou que não pode desejar mais em Melbourne que entender o que significa correr com um carro capaz de vencer corridas. ‘‘Tudo é novidade para mim, estou tentando reunir todos esses estímulos ordenadamente em minha cabeça, não será fácil pilotar mantendo a concentração 100% no que estou fazendo’’. Seus comentários vão ao encontro do deslumbre com a Williams. ‘‘Essa equipe é muito bem preparada’’.
O momento vivido pelas escuderias dos três pilotos brasileiros não lhes permite sonhar alto no campeonato, em especial na primeira corrida. Seus times praticamente estréiam na Fórmula 1. Rubens Barrichello defende a Stewart-Ford, Pedro Diniz, a Arrows-Yamaha, do campeão do mundo, Damon Hill, e Ricardo Rosset é piloto da reestreante Lola-Ford.

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