Marie Hippenmeyer/AFPAnimadosGerhard Berger, da Benetton, e Michael Schumacher, da Ferrari, conversam nos boxes da equipe italianaJacques Villeneuve pode não ter vencido o GP de Melbourne, mas certamente deixou todos os pilotos muito assustados com a diferença de 2s103 que colocou, com sua Williams, sobre a Ferrari do bicampeão mundial Michael Schumacher durante o treino de classificação na Austrália. Enquanto uns acreditam que a Fórmula 1 está mais equilibrada este ano, o piloto canadense não hesita: ‘‘Nosso carro é o mais rápido’’. Jacques vai tentar provar isso a partir de hoje, quando os 22 carros que disputam o Mundial de F-1 entrarem na pista de Interlagos, para as duas sessões de treinos livres: das 11 às 12 horas e das 13 às 14 horas.
Sempre sorridente e tranquilo, Villeneuve falou que espera um GP do Brasil bem diferente de 96. ‘‘A corrida do ano passado foi um pesadelo para mim’’, revelou Jacques. Debaixo de chuva, o piloto canadense - na época estreando na categoria e sem nenhuma familiaridade com o traçado paulista - rodou na curva do Lago e ficou fora da corrida. Determinado, Jacques não promete que será campeão este ano. Mas afirma, convicto: ‘‘Não saio da F-1 sem ser campeão’’.
Todos os pilotos estiveram ontem no Autódromo. Deram autógrafos, entrevistas, papearam com os amigos. Tudo em clima descontraído, bem diferente daquele que se verá na área dos boxes de hoje até domingo. Gerhard Berger, da Benetton, e Schumacher conversaram animadamente durante algumas horas no boxe da Ferrari.
Ontem também foi dia da inspeção técnica nos carros. Depois da pesagem e medição das máquinas, foi a hora de acertar o cockpit. Todos os pilotos entraram nos carros para ajustarem o banco, cinto de segurança, pedaleira e espelho. Aparentemente, nenhuma queixa.
Pedro Paulo Diniz, da Arrows, contou que está gostando de trabalhar ao lado do campeão mundial, Damon Hill. ‘‘Não é hora de competirmos dentro da equipe. O espírito e a filosofia da equipe neste momento é crescer. Melhorar os tempos’’, revelou o brasileiro.
Desanimado O piloto paranaense Tarso Marques, 21 anos, está em São Paulo a contragosto. Contratado como piloto de testes da Minardi, diz que preferia estar longe do autódromo a ficar vendo os outros pilotos na pista. ‘‘Ficar de fora é horrível’’, afirmou Marques, que correu os GPs Brasil e da Argentina do ano passado pela Minardi. ‘‘O problema é que tenho que ir a todas as provas, mesmo sem poder correr.’’
Segundo ele, a compra da equipe por Flavio Briatore, diretor da Benetton, foi prejudicial. ‘‘Eles queriam me propor um contrato longo, de dez anos’’, disse Marques. ‘‘Acabei ficando na Minardi porque a equipe resolveu pagar uma opção, para mais um ano, que havia no contrato.’’

mockup