Jacques Villeneuve deve ser o próximo campeão mundial de F-1. Pelo menos, foi pensando assim que ele deixou ontem o circuito de Nurburgring, na Alemanha, após vencer o GP de Luxemburgo, 15ª etapa do Mundial. Villeneuve reassumiu a liderança do campeonato e está, agora, nove pontos (77 a 68) à frente do Ferrarista Michael Schumacher. Faltando apenas duas corridas, o GP do Japão, daqui a duas semanas, e o GP da Europa, em Jerez, no dia 26 de outubro, o piloto canadense acumulou uma vantagem que praticamente assegura seu primeiro título na F-1.
A matemática do piloto da Williams é simples: com um ponto a mais, chega a dez, e Schumacher só seria capaz, na Espanha, de empatar. Como Villeneuve venceu sete provas contra quatro do alemão, nesta temporada, levaria o título.
Schumacher foi atingido pelo próprio irmão, Ralf, e em menos de duas voltas, o ferrarista entrava nos boxes para abandonar, com a suspensão dianteira direita danificada.
Villeneuve era o terceiro, mas na metade da corrida, os dois primeiros colocados, Mika Hakkinen e David Coulthard, tiveram problemas no motor e abandonaram a prova.
Villeneuve assumiu e venceu, com mais de dez segundos de vantagem sobre o segundo colocado, Jean Alesi, da Benetton, e de Frentzen.
Pedro Paulo Diniz obteve ontem seus primeiros pontos no Mundial. Chegou em quinto, depois de ter largado na 15ª colocação. Rubens Barrichello abandonou quando estava em segundo lugar, com perda de pressão no sistema hidráulico que alimenta o acelerador eletrônico. Tarso Marques abandonou no começo por causa do motor.

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