A maior atração para os canadenses no fim de semana, Jacques Villeneuve, já está em Montreal para a disputa da sétima etapa da temporada, o GP do Canadá. E, como sempre, irreverente: ‘‘Eu dou risada quando vejo meu nome associado a várias equipes’’, disse. ‘‘Dois meses atrás eu já estava na McLaren, agora dizem que já assinei com a Benetton.’’ Segundo o campeão do mundo de 1997, seu futuro não foi ainda definido. A Renault, dona da Benetton, fez uma oferta de US$ 40 milhões por dois anos de contrato.
Mas se o canadense não sabe ainda para quem irá correr em 2001, é bem provável que em Montreal não só ele quanto muitos dos pilotos dêem sequência às negociações. Além de David Coulthard e Mika Hakkinen, a dupla da McLaren, tentar diminuir a diferença que os separa de Michael Schumacher, da Ferrari, na classificação do campeonato, o mercado de pilotos representará outra competição para muitos desses profissionais. Eddie Jordan, por exemplo, afirmou que tentará manter na sua equipe o alemão Heinz-Harald Frentzen, terceiro colocado em 1999 e agora pretendido pela Jaguar.
Será a 32ª edição do GP do Canadá. E o Brasil tem história nessa etapa do Mundial, com seis vitórias: Emerson Fittipaldi, em 1974, com McLaren; Nelson Piquet, em 1982, 1984, com Brabham e 1991, de Benetton; e Ayrton Senna, em 1988 e 1990, com McLaren. Agora o País tem novamente um piloto, Rubens Barrichello, com chances de lutar pelo primeiro lugar; ao menos trabalha para uma equipe vencedora, a Ferrari. Em 1995, com a Jordan, Rubinho classificou-se em segundo na prova.
‘‘É um circuito legal para se pilotar, mesmo que se deva tomar cuidado com uma ou duas ondulações em áreas de freadas. E mesmo sendo uma pista mais larga que Mônaco, é bastante difícil ultrapassar, pois logo surge um traçado veloz, e se você sai dele fica bastante escorregadio no momento da freada, criando o risco de uma saída de pista’’, disse o brasileiro.
Barrichello enfatizou o desgaste dos freios durante a corrida: ‘‘É uma corrida na qual você tem que pensar em poupar os freios sempre que possível. Em outras pistas, você não precisa se preocupar com isso’’.
Não é só Rubens Barrichello que está confiante no rendimento da Ferrari no Canadá. Líder dos Mundiais de pilotos e construtores, a equipe gera expectativa positiva também em seu presidente, o italiano Luca di Montezemolo, que declarou estar consciente da árdua tarefa que tem pela frente, mas que espera se manter na liderança dos dois campeonatos.
Existe a possibilidade de o Brasil competir com quatro pilotos no Canadá, já que se Ralf Schumacher não puder correr, por conta do corte profundo na perna, decorrente do acidente de Mônaco, Bruno Junqueira o substituirá. O mineiro já está em Montreal. Amanhã ele saberá a decisão dos médicos.
O ex-companheiro de Rubinho na Jordan, Eddie Irvine, hoje na Jaguar, espera repetir em Montreal o sucesso das duas últimas edições da competição, quando foi terceiro, pela Ferrari. Na última etapa do campeonato, em Mônaco, Irvine conquistou os primeiros pontos da Jaguar este ano, com o quarto lugar. A Ford, proprietária da Jaguar, está preparando uma reformulação estrutural na sua organização de Fórmula 1.

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