Montreal, 09 (AE) - Jacques Villeneuve já está em Montreal, para a disputa do GP do Canadá, domingo. Sexta-feira começam os treinos livres da sexta etapa do campeonato. Diferentemente de outras oportunidades, o campeão do mundo de 1997, talvez pelas homenagens prestadas a ele, esteve receptivo com o público e a imprensa. Seus planos para a corrida são modestos: "Terminar a prova já seria uma vitória", disse o canadense de Quebec, referindo-se a pouca resistência do carro da BAR, sua equipe.
Quando o filho do mito Gilles Villeneuve desembarcou em Montreal no seu primeiro ano na Fórmula 1, em 1996, competindo pela forte equipe Williams, suas reações assustaram milhões de fãs. "Eu não os autorizo a expor minha foto pela cidade", afirmou. A recepção era digna de um herói nacional. Mas apesar da rebeldia, às vezes programada, ele continua levando milhares de torcedores ao circuito que tem o nome de seu pai, além de gerar manifestações de idolatria poucas vezes dedicadas a um esportista do país.
Hoje Villeneuve foi condecorado com a Ordem de Quebec e recebeu um cartão de boas vindas gigante, com a assinatura de milhares de fãns. A não ser para a disputa da corrida, o piloto não viaja para o Canadá, preferindo viver na Europa, onde reside desde pequeno. Seu tio, irmão do pai, Jacques como ele, reclamou publicamente, em 1997, do desinteresse do piloto pela família, lembrando que o desenho do capacete do sobrinho havia sido feito por ele.
"Meu tio quer que eu me aproxime deles para que eu divida o meu dinheiro", afirmou na época Jacques, já piloto de sucesso. Quando foi campeão do mundo, no fim daquele mesmo ano, sua mãe confessou que Jacques lhe ligava no máximo uma vez por mês e raramente o via.
Este ano as coisas não andam bem na pista para Villeneuve. Ele deixou a Williams para competir com a estreante BAR, a mesma do brasileiro Ricardo Zonta, que sexta volta à Fórmula 1, depois de quatro corridas de fora, em razão de uma acidente nos treinos do GP do Brasil. "Estamos começando do zero", disse hoje Villeneuve, para explicar as causas de não ter concluído nenhuma das cinco etapas disputadas do campeonato.
"Tivemos momentos de grande frustração, mas como chegaram vão embora também." Ele lembrou que, diferentemente da Williams, a BAR é uma organização em que tudo está por ser feito ainda e por esse motivo a falta de resultados, ano passado, na Williams, foi bem mais difícil de ser aceita. Jacques nunca venceu no Canadá
ao contrário de seu pai, vencedor da prova em 1978. Em 1997, rodou ainda na segunda volta da corrida, quando tinha boas chances de chegar em primeiro.
Barrichello - Assim como o retrospecto joga a favor de Michael Schumacher, domingo, por ter vencido as duas últimas edições da prova, o piloto da Stewart, se valer o passado, pode se dar bem no GP do Canadá. "Adoro a atmosfera de Montreal, não vejo a hora que chegue essa etapa", disse Barrichello em Milwaukee, domingo, onde esteve acompanhando a Fórmula Indy. Em 1995 ele se classificou em segundo, com Jordan, em 1997 largou em terceiro, já na Stewart, e na temporada passada foi o quinto colocado, com um carro bastante instável.

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