Michael Schumacher está na Suíça. Jacques Villeneuve, em Mônaco. Estão em casa, ‘‘recuperando forças’’ para a etapa decisiva do Mundial, domingo em Jerez de la Frontera, na Espanha, conforme disseram. Ontem, porém, a preocupação de ambos com o que pode acontecer em Jerez não era nem tanto com o que eles poderão realizar na pista. Seus temores diziam mais respeito ao que poderá lhes causar Heinz-Harald Frentzen e Eddie Irvine. O trabalho dos segundos pilotos da Williams e a Ferrari será fundamental na última corrida do campeonato. Um ponto apenas separa Schumacher de Villeneuve, 78 a 77.
Tradicionalmente, quando dois pilotos se apresentam para disputar o título como domingo, o objetivo de cada um com suas declarações é desequilibrar psicologicamente o adversário. No caso de Schumacher e Villeneuve, o que ambos parecem buscar é desestabilizar o companheiro de equipe do concorrente. ‘‘Eu me pergunto para que lado da balança penderá meu amigo de alma, Frentzen, se ele não vai me bloquear na pista’’, disse Schumacher. Villeneuve, como sempre, é mais duro com Irvine: ‘‘Ele é muito mais perigoso para mim, seu único papel na F-1 é ser marionete de Schumacher’’.

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