São Paulo - A Fórmula 1 viveu, ontem, outro dia de surpresas: Jacques Villeneuve pilotará para a Sauber nas duas próximas temporadas, anunciou a equipe suíça. E ontem também Villeneuve voltou a pilotar um carro de Fórmula 1, em Silverstone, mas o da Renault, time com quem disputará as três etapas finais do Mundial, China, Japão e Brasil. É esperado para hoje o anúncio de Jarno Trulli, a quem o canadense está substituindo na Renault, na Toyota. Pode até ser, também, que Trulli teste, hoje, o modelo TF104 do time japonês.
De cara Villeneuve mostrou seu conhecido estilo. ''O objetivo da Renault é, em essência, derrotar a BAR e ficar em segundo.'' A BAR o dispensou depois do GP dos Estados Unidos do ano passado, dia 28 de setembro. Villeneuve, como que visando atingir David Richards, diretor da BAR, comentou sobre sua contratação. ''Eu desejava assinar com um time sem políticas e estou feliz.'' Já Peter Sauber disse que espera dar ao campeão do mundo de 1997 um carro a sua altura em 2005.
Felipe Massa será o companheiro do filho de Gilles Villeneuve. ''Não esperava'', disse ontem Massa. Ele imaginava que Peter Sauber fosse optar por um piloto jovem, como deu a entender algumas vezes. A Sauber treinou ontem em Jerez de la Frontera, com Massa, junto da Ferrari de Rubens Barrichello. O vencedor do GP da Itália, domingo, estabeleceu o novo recorde da pista espanhola, 1min16s106 (89 voltas). Massa obteve 1min16s812 (99).
A preocupação maior de Villeneuve no teste de ontem era ajustar sua posição de dirigir. Registrou 1min18s779 (70), décimo e último tempo. O mais rápido em Silverstone foi Kimi Raikkonen, McLaren, 1min16s150 (60), novo recorde. ''Os carros estão três segundos mais rápidos de quando eu dirigia, é muita coisa'', falou Villeneuve. Fernando Alonso, seu companheiro na Renault, fez 1min17s794 (37), oitavo.
O próximo GP da F-1 será no dia 26 deste mês, em Xangai (China). Barrichello, que tem 98 pontos, precisa somar apenas mais quatro para garantir o vice-campeonato do Mundial-2004.
Minardi Equipe com menor orçamento da Fórmula 1 há várias temporadas, a Minardi poderá receber uma ajuda financeira do governo italiano. O presidente do Automóvel Clube da Itália, Franco Lucchesi, afirmou ao jornal ''La Gazzetta dello Sport'' que a Minardi não pode ser deixada de lado. A ajuda sairia do Ministério de Inovação e Tecnologias.
''Giancarlo Minardi (fundador da equipe) foi corajoso e aceitou o risco de ter uma equipe de Fórmula 1. Achamos que a Minardi merece alguma gratificação'', disse Lucchesi.

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