Jacques Villeneuve falou ontem o que pensa sobre a situação da equipe Williams no Mundial de Fórmula 1. ‘‘Colocamos mais de dois segundos de vantagem sobre o Michael Schumacher na Austrália, achamos que estávamos supercompetitivos, relaxamos e agora estamos colhendo o que plantamos’’. Esta é a explicação do canadense, para a fase difícil que atravessa a sua equipe. Para ele, o GP da Inglaterra, no domingo, tem de significar o início de um período mais realista. ‘‘Não temos mais nenhuma vantagem técnica’’, afirma. Os treinos começam hoje.
Sem demonstrar nenhum conflito com Frank Williams, ao contrário, Villeneuve disse que todos na Williams foram iludidos com os resultados nas primeiras provas. Ele fez a pole em Melbourne, na abertura da temporada, com o tempo de 1min29s369, com seu companheiro, Heinz-Harald Frentzen, em segundo. O primeiro adversário, Schumacher, da Ferrari, largou em terceiro, mas com 1min31s472. ‘‘A vantagem foi tanta que logo passamos a nos preocupar já com o carro de 98’’, conta o canadense. ‘‘Foi um erro grave’’, define.
Hoje Schumacher lidera o campeonato com 47 pontos, contra 33 de Villeneuve. Entre os construtores a Ferrari está em primeiro, 65, e a Williams em segundo, 52. ‘‘A Ferrari com toda certeza nos alcançou’’, fala Villeneuve.
Na Benetton, o italiano Flavio Briatore, deve perder seu emprego de diretor geral da equipe. Ontem, em Silverstone, o comentário era de que outro italiano, Cesare Fiorio, hoje diretor da Prost Grand Prix, substituirá Briatore na Benetton em 98. De profissional mais forte da F-1, depois de Ecclestone, a um desempregado: esta foi a trajetória de Briatore depois que ele não concordou em pagar a Michael Schumacher US$ 25 milhões em 96, liberando-o para a Ferrari.

mockup