Villeneuve acerta com Renault e volta à F-1
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terça-feira, 14 de setembro de 2004
Agência Estado 
São Paulo - É oficial: Jacques Vileneuve retorna hoje à Fórmula 1. ''Ele fará testes físicos e depois para nossa equipe, em Silverstone, visando seu aproveitamento nas três etapas finais do campeonato, China, Japão e Brasil'', informou ontem a direção da Renault. O piloto canadense campeão do mundo de 1997 esteve ontem na sede inglesa da Renault, em Enstone, para tirar o molde do banco. A última prova que Villeneuve disputou foi o GP dos Estados Unidos do ano passado, quando foi dispensado pela BAR.
As relações tensas entre o diretor da Renault, Flavio Briatore, e o piloto Jarno Trulli são a causa da sua substituição por Villeneuve.
Trulli distribuiu um comunicado durante o GP da Alemanha anunciando que deixaria a Renault no fim da temporada. A sua contratação pela Toyota é dada como certa na Fórmula 1. Como nas cinco últimas etapas do campeonato Trulli não marcou ponto algum, em oposição à fase inicial do Mundial, em que chegou até a vencer o GP de Mônaco, acusou de estar sendo sabotado por seu próprio time.
''Estão acontecendo coisas estranhas aqui. Foi só eu avisar que deixaria a Renault e, de repente, meu carro deixou de ser competitivo.'' Briatrore respondeu a Trulli, em Monza: ''Jarno está sofrendo de mania de perseguição.'' Falou mais: ''Fica difícil lutar pelo vice-campeonato entre os construtores quando apenas um piloto (Fernando Alonso) marca pontos.''
A história tem um agravante: Briatore é o empresário de Trulli. No início de 1997, o piloto assinou um contrato de oito anos com Briatore, como é seu compromisso-padrão. E este ano é o último. O dirigente já foi informado por Trulli que não mais gerenciará sua carreira, agora sob a orientação apenas de Lucio Cavuto.
Esse conflito pessoal está se transferindo diretamente para dentro da Renault e quem perde com isso é a equipe. ''Qualquer coisa que desestabilize a Renault é bom para nós'', falou abertamente em Monza o diretor-técnico da BAR, Geoff Willis. Na corrida, em que Trulli pela quinta vez seguida não chegou entre os oito primeiros e Alonso cometeu erro infantil, a BAR ultrapassou a Renault entre os construtores e tornou-se a melhor depois da Ferrari, segunda colocada, com 94 pontos, diante de 91 da Renault, terceira.
Ralf O piloto da Williams voltou a pilotar um carro de Fórmula 1, ontem, depois do grave acidente de 20 de junho, no GP dos Estados Unidos, em que fraturou duas vértebras lombares. E regressou bem. Completou 32 voltas na pista de Silverstone e registrou o melhor tempo dentre os 11 que treinaram, com 1min18s014. Em segundo ficou Alex Wurz, McLaren, 1min19s083 (36). Ralf deve disputar o GP da China, dia 26. Nesse caso, Antonio Pizzonia reassume a condição de piloto de testes.
Já em Jerez de la Frontera, na Espanha, fortes ventos fizeram com que Rubens Barrichello, Ferrari, e Felipe Massa, Sauber, testassem só à tarde. Rubinho fez 1min17s421 (74) e Massa, 1min19s012 (72).


