Ney de SouzaJuarez Vilela, o novo técnico do Foz, conversa com jogadores. Ordem é lutar para afastar a criseA diretoria do Foz do Iguaçu apresentou ontem o novo técnico do clube, em subsituição ao treinador Milton do Ó. O ex-técnico do Iguaçu, de União da Vitória, Juarez Vilela, vai administrar a crise entre os jogadores, que estão insatisfeitos com os salários e ‘‘bichos’’ atrasados.
‘‘Serei um eterno cobrador’’, foi a primeira frase dita pelo novo técnico. O currículo de Vilela passa por clubes de Santa Catarina e Paraná. No Iguaçu, ele conseguiu levantar o time, tirando-o da modesta posição na Intermediária do Paranaense. ‘‘Uma avaliação da equipe só podemos fazer depois dos primeiros treinamentos, mas o primeiro contato foi bom’’, disse.
Vilela encontrou a equipe com o meio-campo desestruturado, mas com potencial para armação de jogadas. Segundo avaliação da diretoria, o ataque e a defesa apresentam bons resultados e devem sofrer poucas mudanças.
O Foz do Iguaçu foi montado em sete dias no início desse ano e conseguiu ficar sempre entre as primeiras colocações na classificação do grupo B. Atualmente, ocupa a terceira posição, mas tenta driblar crises internas, que ameaçam essa colocação. ‘‘Isso não pode nos abalar. O assunto no clube é a classificação’’, desconversa o presidente, Luiz Obregon.
Com salários e ‘‘bichos’’ atrasados, além de dívidas com hotéis e gráfica, os jogadores do clube estão sendo obrigados a vender ingressos de um parque de diversões. O clube recebe um percentual das vendas.
O Foz do Iguaçu ainda enfrenta ameaças de pedidos de demissão na diretoria desde a saída de dois dos ‘‘cabeças’’ do clube. Na semana passada, o técnico Milton do Ó transferiu-se para o Toledo. Um dia depois da demissão do técnico, as dívidas fizeram o presidente Olívio ‘‘Zanin’’ Antoniolli, copiar a atitude do treinador.
Os últimos fatos são uma nova versão das crises financeiras do ano passado, que ameaçaram a participação da cidade no campeonato desse ano. O antigo Fiec, cheio de dívidas com a Federação Paranaense, não podia participar do certame. A saída encontrada pelos dirigentes, foi transfomá-lo em Foz do Iguaçu Futebol Clube, com nova documentação e com registro ‘‘limpo’’ entre os credores.

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