Curitiba - No feriado de 7 de Setembro, completaram-se 26 anos da inauguração do Estádio Erton Coelho Queiroz. A Vila Olímpica do Boqueirão, como é popularmente conhecida em Curitiba, há anos tem que se contentar com papel coadjuvante na estrutura do Paraná Clube, que ''herdou'' o estádio em 1989, com a fusão do Colorado com o Pinheiros, clube que edificou a arena.
Com a preferência do Tricolor por mandar partidas na tradicional Vila Capanema, a Vila Olímpica perdeu importância. Desde a fundação do Paraná Clube, o estádio recebeu poucas partidas profissionais, embora duas figurem na galeria de jogos mais importantes da história do clube: o Erton Coelho Queiroz foi palco das partidas decisivas dos Paranaenses de 1994 e 97, ambos conquistados pelo Paraná, o primeiro com uma vitória sobre o Londrina por 1 a 0 e o segundo com um triunfo de 3 a 0 contra o União Bandeirante. Neste jogo, aliás, foi registrado o recorde de público do estádio: 17.926 pagantes, no dia 8 de junho de 97.
De lá para cá, entretanto, a Vila Olímpica recebeu pouquíssimos jogos profissionais. Nos últimos anos, o local vinha sendo utilizado pelas categorias de base do Paraná. Com a transferência da garotada para o CT Ninho da Gralha, em Quatro Barras (Região Metropolitana de Curitiba), inaugurado recentemente, parecia que o Erton Coelho Queiroz ficaria esquecido de vez.
Porém, o Paraná Clube planeja novos rumos para a antiga casa do Pinheiros. Segundo Aurival Correia, presidente do Tricolor, a ideia é utilizar a Vila Olímpica para os treinos da equipe profissional, para preservar o gramado da Vila Capanema.
O estádio do Boqueirão terá que passar por algumas adequações. De acordo com Correia, a primeira etapa dessas obras, a recuperação do gramado, já teve sua parte principal realizada. ''Se o campo for aprovado pela comissão técnica, os treinos do profissional serão todos feitos lá'', disse Correia, que citou que recentemente o local já foi utilizado para treinamentos pela equipe principal algumas vezes.
O presidente paranista comentou que o Departamento Médico da arena, até pelas necessidades das categorias de base, já havia sido reformado. ''Em seguida, vamos recuperar vestiários, pintura, estrutura, fazer um embelezamento do local'', explicou Correia. Ele apontou que os vestiários ainda não estão ''totalmente adequados para um time profissional'' e que será providenciada uma estrutura melhor para a imprensa.
Jogos na Vila Olímpica, por enquanto, estão descartados. ''O estádio não está liberado pelo poder público. Analisamos as exigências feitas pelo Corpo de Bombeiros e temos um projeto aprovado, mas estamos aguardando condições financeiras melhores'', argumentou Correia.
''Queremos deixar a Vila Olímpica totalmente em ordem, para eventualmente o estádio receber jogos, se houver necessidade de reformar o gramado da Vila Capanema, por exemplo. Existem problemas a serem resolvidos, como a falta de iluminação. Mas o estádio é um patrimônio do Paraná Clube e tem que ser preservado'', disse o presidente paranista. O clube não autorizou que a reportagem da FOLHA fizesse fotos da parte interna do estádio para esta matéria.

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