Victor, o novo queridinho do Tubarão
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quinta-feira, 14 de fevereiro de 2008
Thiago Mossini<br> Reportagem Local 
Tímido, encabulado, recatado, de poucas palavras mas muito futebol. Esse é o zagueiro Victor, de 18 anos, o novo queridinho do Londrina. Com duas boas atuações, o garoto recém-promovido do time Sub-20 já começa a cair nas graças da torcida e a ser a nova menina dos olhos da diretoria alviceleste, que já sonha com o dinheiro que pode faturar com o jogador.
Victor chamou a atenção do técnico Jorge Saran desde que começou a treinar entre os profissionais, no fim do ano. Porém, a pouca idade ainda pesava, até que veio a oportunidade na partida contra o Rio Branco, quando o veterano Senegal, que tem o dobro de sua idade, estava suspenso. Ele entrou no time junto com Rafael Tavares, pois Saran optou por jogar com três zagueiros. Após o jogo, foi muito elogiado pelo treinador. ''Ele não me surpreendeu porque eu já sabia de sua capacidade, sabia que iria entrar e arrebentar'', disse na época Saran.
No mesmo jogo, Neto recebeu o terceiro cartão amarelo e ele foi mantido no time para o confronto com o Atlético. Foi um dos responsáveis por segurar o arrasador ataque atleticano até os 48 minutos do segundo tempo, quando o Furacão fez o gol da vitória, e ganhou de vez a posição. ''No primeiro jogo deu um frio na barriga sim. Mas contra o Atlético entrei tranquilo'', disse o garoto.
Nascido na pequena Santa Mercedes-SP, Victor mudou-se para Londrina com a família quando tinha dez anos. Há dois, está no Tubarão. Era volante até o fim do ano passado, quando o atual gerente de futebol, Célio Espadotti, que era o técnico do time júnior, o mandou jogar de zagueiro. ''Quando o Márcio Santos começou no Novorizontino (em 89) ele era volante e eu o orientei a jogar de zagueiro porque seria melhor. O Victor se parece muito com o Márcio, já colocamos ele na defesa e se deu bem'', disse Celinho. ''Já tem gavião em cima'', revelou. O clube é dono de 100% dos direitos do jogador, que tem contrato até 2012.
Palmeirense, Victor sonha em jogar em algum time grande. Enquanto a oportunidade não chega, se espelha em Márcio Santos e ouve os ensinamentos de Senegal. ''Ele fala muito comigo, me oriente. Eu gosto do Márcio Santos e os caras falam que pareço com ele. Por isso, é em quem me espelho'', contou o defensor.


