São Paulo - O vice-presidente do Corinthians, Andrés Sanchez, afirmou ontem que o técnico Daniel Passarella errou ao afastar o goleiro Fábio Costa do elenco. Em entrevista à TV Record no início da tarde de ontem, o dirigente corintiano evitou atacar o treinador diretamente, mas admitiu que ele cometeu um ''deslize''. Para Sanchez, Passarella foi precipitado.
''Acho que isso faz parte da cultura argentina, mas ele cometeu um pequeno deslize'', disse o dirigente, em Florianópolis, onde acompanhava a equipe que ontem à noite enfrentaria o Figueirense pela Copa do Brasil. ''Ele tem todo o direito de mexer na equipe, afinal é o treinador, mas poderia ter feito isso com mais tempo'', avaliou.
Sanchez garantiu ainda que treinador seria mantido no cargo mesmo no caso de uma eliminação ontem. ''Ele só perdeu dois jogos até agora o primeiro (contra o Cianorte) e este último agora. Só sairá se for uma decisão pessoal'', contou.
O dirigente negou que o clube esteja em crise por causa dos últimos acontecimentos. ''A crise não está dentro do Corinthians. Só do lado de fora'', ressaltou.
Sobre a situação do goleiro, o dirigente revelou que Fábio Costa continuará treinando no Parque São Jorge. ''Ele cumprirá seu contrato até que receba uma proposta''.
Fábio Costa O goleiro, afastado do Corinthians pelo técnico Daniel Passarella, seguirá treinando no clube separado dos demais jogadores, de acordo com o vice-presidente de futebol do clube, Andrés Sanchez. ''O Fábio continua treinando a partir de segunda-feira separado dos outros jogadores até que apareça uma proposta. Se não aparecer nada, ele cumpre o contrato dele'', disse o dirigente.
O jogador tem compromisso com o clube até o final do ano, mas o Vasco pode ser seu destino. Ontem, o clube carioca tentou contratar Sérgio, mas o Palmeiras não liberou seu goleiro reserva. Márcio, dispensado pelo Grêmio, passou a ser mais uma opção para a disputa do Campeonato Brasileiro.
Ronaldo Sempre que o Corinthians está à procura de um goleiro, o primeiro nome que vem à cabeça dos torcedores é o de Ronaldo Soares Giovanelli, jogador que vestiu a camisa 1 alvinegra por dez anos e deixou o clube em 1998. Motivado a disputar o Campeonato Brasileiro por um clube da Série A, ele avisa: ''Estou à disposição''.
Um dos atletas de maior identificação com a Fiel na década de 90, ele vê com com bons olhos um possível retorno ao Parque São Jorge. ''Eu estou com a mesma vontade de sempre. Se levantarem meu nome, ficarei muito feliz'', afirmou o arqueiro, que defendeu a Portuguesa Santista no Campeonato Paulista.
Assim como Fábio Baiano, Ronaldo teve uma saída tumultuada do Timão. Depois de dez anos defendendo a meta do clube alvinegro, ele a deixou em 1998, pouco depois da chegada do técnico Wanderley Luxemburgo.

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