VGD volta para mãos do Tubarão
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sexta-feira, 07 de fevereiro de 2014
Thiago Mossini<br>Reportagem Local 
Em uma cerimônia exaustiva pelo excesso de políticos discursando, o prefeito de Londrina, Alexandre Kireeff (PSD), assinou ontem o decreto que outorga a cessão de uso do Estádio Vitorino Gonçalves Dias (VGD), ao Londrina por dez anos, com possibilidade de renovação por mais dez.
O local é sede do clube há décadas, porém, a situação estava irregular desde 2009, quando venceu o contrato de comodato entre Prefeitura e clube. A administração municipal passada chegou a solicitar judicialmente a reintegração de posso do imóvel, que seria vendido.
A cessão de uso foi obtida após uma mobilização de torcedores, membros do Conselho de Representantes do Londrina e de alguns vereadores.
O presidente alviceleste, Felipe Prochet, comemorou a retomada do estádio e garantiu que, a partir de agora, o trabalho será para levantar parcerias que possibilitem a reforma do local, bem como a otimização dos espaços disponíveis não só com futebol, mas com outras modalidades. O boxe, que já está instalado em uma sala do VGD há muitos anos, ganhará a companhia de outras modalidades, como o taekwondo, por exemplo.
A princípio, a obra mais emergencial é a reforma da marquise onde estão as arquibancadas cobertas e cabines de imprensa. Após isso, o estádio deve ser liberado para uso em jogos oficiais. Como o gestor do Londrina, Sérgio Malucelli, já adiantou que não vai mandar jogos do time no local, a diretoria alviceleste pretende, então, deixá-lo em condições de uso para que ele seja a casa dos outros clubes da cidade, como Cincão, Junior Team, PSTC e Portuguesa. "Queremos deixá-lo em condições para que os outros clubes possam mandar seus jogos aqui e, assim, o Café ficará liberado para que o Londrina possa usá-lo em perfeitas condições", afirmou Prochet.
Kireeff, que bateu um pênalti no gol vazio e sem redes do VGD para celebrar o contrato, afirmou que a representatividade do clube para a cidade pesou na decisão de entregar o estádio por mais dez ou 20 anos. "O município entende que o Londrina é um patrimônio histórico, esportivo e cultural de Londrina. O Londrina tem um histórico de garantir representatividade, visibilidade e integração social", elencou o prefeito.
Questionado, Kireeff também falou sobre a instalação de um placar eletrônico no Estádio do Café, assunto que gerou polêmica e custou o cargo do ex-presidente da Fundação de Esportes de Londrina (FEL), Ângelo Deliberador. A Viação Garcia, patrocinadora do Tubarão, comprou um equipamento e queria ceder por dez anos para a FEL. No entanto, a licitação aberta falava de doação e a empresa não aceitou. Paralelamente, a autarquia enviou solicitação de verba ao Ministério do Esporte para adquirir um placar próprio, que custa aproximadamente R$ 280 mil.
"Temos três caminhos. O trabalho no Ministério do Esporte, a abertura de um novo edital, desta vez de cessão de uso, e a terceira hipótese será nós adquirirmos (o placar)", encerrou Kireeff.


