VGD está arrumadinho, afirma FPF
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terça-feira, 23 de fevereiro de 1999
Da Redação 
A Comissão de Vistorias dos Estádios da Federação Paranaense de Futebol (FPF) seria incapacaz de detectar os problemas estruturais encontrados no Estádio Vitorino Gonçalves Dias (VGD) ou qualquer outro estádio do Paraná. Foi o que informou ontem o engenheiro Ciros Itiberê, 47 anos, presidente da Comissão de Vistorias da FPF.
Segundo ele, o exame feito nos estádios é superficial. Verificamos apenas a capacidade dos estádios, as condições dos vestiários, o campo de jogo, a segurança dos alambrados e conferimos se as medidas do gramado estão dentro das normas exigidas pela International Board (órgão da Fifa que cuida das regras do futebol). Dificilmente, iríamos constatar um problema desta natureza, explicou Itiberê, referindo-se à infiltração de água que afetou parte das arquibancadas cobertas do VGD.
Ciros surpreendeu-se com a interdição do VGD. O estádio é bom, está pintado e bem arrumadinho, disse, apontando que os três estádios da cidade (Café, VGD e Santa Terezinha) foram vistoriados no início de dezembro do ano passado. Para ele, somente um exame mais detalhado, como teste de carga, poderia constatar falhas estruturais nos estádios.
O diretor da FPF destacou ainda que a vistoria mais apurada nos estádios é uma exigência da Promotoria Pública do Paraná, a partir do trabalho executado no Pinheirão. O estádio da Federação foi interditado entre agosto e outubro de 97 por apresentar problemas estruturais na cobertura metálica das sociais. O estádio só foi liberado após a execução das reformas.
A partir do caso do Pinheirão, a Promotoria Pública passou a exigir o mesmo trabalho em outros estádios que deverão ter um engenheiro responsável perante o Crea (Conselho Regional de Engenharia e Arquitetura).
O secretário de Obras de Londrina, José Righi de Oliveira, disse ontem que já no sábado, véspera do jogo entre Londrina e Arapongas, tinha conhecimento do pedido de interdição do VGD. Mas, para não prejudicar os dois times e a própria cobertura da imprensa, adiamos a decisão para segunda-feira, justificou.
O vice-presidente de futebol do clube, Célio Guergoletto, interpretou as declarações de Righi como irresponsáveis. Ofereceram aos torcedores premeditadas condições de insegurança. Não passou de um ato de irresponsabilidade, acusou Guergoletto, que aguarda para hoje um novo laudo sobre o VGD.


