VGD deve ser vetado para o Paranaense
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quinta-feira, 13 de dezembro de 2007
Thiago Mossini<br> Reportagem Local 
A Comissão de Vistorias da Federação Paranaense de Futebol (FPF) iniciou ontem as avaliações nos estádios do interior para a disputa do Campeonato Paranaense. E o primeiro dia já serviu para mostrar o que todos já sabiam: a situação das praças esportivas é procupante. Dos estádios vistoriados ontem, apenas o Café não inspira muitos cuidados.
O VGD é o que está em pior situação e dificilmente o Londrina conseguirá mandar seus jogos no local. A nova comissão promete ser enérgica e não fazer vistas grossas para os problemas como acontecia na gestão anterior. ''Os estádios que não passarem na vistoria não receberão jogos. Seremos rigorosos e vamos vetar mesmo'', afirmou o engenheiro civil Reginaldo Cordeiro, 49 anos, o novo presidente da comissão e vice de patrimônio da FPF.
Segundo Cordeiro, o VGD aponta muitos problemas estruturais na marquise que cobre as cadeiras cativas, nos vestiários e alambrados. Uma reforma que custaria caro e que levaria mais do que os cerca de 20 dias que o clube tem para fazê-la.
O presidente Peter Silva não se mostrou preocupado com a situação. Ele afirmou que uma reforma já estava prevista, mas não soube afirmar se há tempo hábil para fazê-la. ''Vamos tentar arrumar o VGD e tentar fazer o melhor. Todos os estádios do Paraná vão apontar problemas. Espero que a comissão mantenha a posição e cobre melhorias mesmo. Temos o exemplo do que aconteceu na Fonte Nova (oito pessoas morreram após desabamento de parte da arquibancada no mês passado). Se não der tempo, vamos para o Estádio do Café'', disse.
De acordo com Cordeiro o Café precisa de apenas alguns detalhes para se enquadrar nas avaliações, como a reposição da fiação elétrica, que novamente foi roubada, o fechamento de três buracos existentes em alambrados e melhorias nos banheiros.
Em Cambé, no Estádio José Garbelini, onde o CAC/Portuguesa pretende mandar seus jogos, a situação não é muito diferente do VGD. Além dos vestiários, o estádio cambeense não tem arquibancadas para a equipe visitante, nem alambrados para separá-la dos torcedores locais. A prefeitura, que administra o estádio, também terá que construir mais cabines de imprensa.
Segundo o secretário de Obras do município, Alcino Fávaro, as melhorias dependerão dos recursos em caixa. ''A parte de execução não é tão difícil, mas temos que ver se há recursos disponíveis para isso. A construção da arquibancada já é mais difícil de construírmos'', reconheceu.


