Suzuka, Japão - É na mesma Suzuka a que, nos dois últimos anos, chegou pressionado para se manter vivo no campeonato - e saiu com a vitória - que o alemão Sebastian Vettel, 24, tenta na madrugada de domingo, no GP do Japão, às 3h (de Brasília), o ponto que falta para se transformar no mais jovem bicampeão da F-1.
A missão é quase burocrática para o único piloto do grid que pontuou em todas as etapas disputadas em 2011. Até agora, foram nove vitórias, quatro segundas colocações e um quarto lugar em casa, sua pior posição. Um incrível aproveitamento de 88,3% dos pontos em jogo.
Mas, mais do que roubar a marca que hoje pertence a Fernando Alonso, o campeonato quase perfeito de Vettel em 2011 serve como uma coroação de sua evolução nos últimos três anos, desde que o piloto alemão foi promovido da Toro Rosso para a ''matriz'' Red Bull, em 2009.
''Sebastian aprende muito com seus erros, e é isso que faz dele um piloto incrível, seja em classificações ou em corridas'', afirmou Christian Horner, chefe da Red Bull. ''Ele sabe o que está fazendo e parece até que corre na F-1 há dez anos'', declarou.
Mas não foi sempre assim. Em sua temporada de estreia pela equipe, em 2009, Vettel chegou ao Japão dependendo de um pódio para continuar na disputa pelo título com a dupla da Brawn GP, Jenson Button e Rubens Barrichello.
Sem ter pontuado em cinco corridas e tendo conquistado apenas duas vitórias até aquela altura, Vettel fez a pole e venceu em Suzuka. Embalou no final do campeonato e terminou como vice-campeão, à frente de Barrichello.
No ano passado, a situação era um pouco mais confortável, mas ainda assim o alemão estava pressionado. Com duas vitórias, três provas sem pontuar e outros quatro rivais na disputa pelo campeonato, Vettel novamente cravou a pole e ganhou a corrida.
Deixou o Japão em terceiro lugar na tabela, faltando apenas três etapas para o encerramento do Mundial. Venceu duas delas e conseguiu seu primeiro título.
''Sem dúvida, são momentos bem diferentes para mim. No ano passado, eu tinha que conseguir um bom resultado para continuar sonhando com o título. Agora, estou numa posição muito mais forte e ansioso pela corrida'', afirmou o pragmático alemão. ''Mas, mesmo que agora eu esteja muito perto, ainda é importante que eu dê o passo que me falta. Sejam dez pontos ou apenas um, isso não importa. O importante é que eu faça o que é preciso.''

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