Sepang, Malásia - Duas poles, duas vitórias e quase o dobro de pontos do segundo colocado na tabela. Este é o saldo de Sebastian Vettel ao deixar Sepang após o GP da Malásia, segunda etapa do Mundial de F-1.
''Não poderia estar mais feliz'', disse o sorridente campeão mundial ao ganhar a 12 de da carreira. ''Vencer duas corridas em duas é perfeito.''
Assim como na Austrália, há duas semanas, Vettel, 23, não teve concorrência real na disputa pela vitória. ''Já estava feliz em ter saído na pole, pois vimos na Malásia que a disputa estava mais apertada que na Austrália'', disse o piloto da Red Bull. ''Por sorte, tivemos o luxo de ter gordurinha na liderança, o que me deixou correr com mais tranquilidade.''
Esta folga na dianteira foi conseguida por dois motivos. O primeiro foi o auxílio do Kers, o sistema que armazena energia das freadas e a transforma em potência para o motor. Quando utilizado, ele gera um ganho de cerca de três décimos por volta.
Com problemas no dispositivo, a Red Bull deixou de usá-lo em Melbourne. Mas, pelas características do circuito malaio, sabia que ele seria importante. Passou duas semanas trabalhando em seu Kers e deu certo. ''Ele salvou minha vida na largada'', explicou Vettel.
Com a primeira colocação assegurada, ele viu pelo retrovisor o segundo motivo para a tal gordura na frente: a Renault de Nick Heidfeld. ''Fui surpreendido quando vi, de repente, aquele carro preto atrás de mim'', disse Vettel, sobre a bela largada do compatriota, que pulou de sexto para segundo.
Mas Heidfeld não tinha ritmo para acompanhar Vettel. Quando parou para o primeiro de três pit stops, na 13 volta, o piloto da Red Bull já tinha folga de mais de 9s.
Após o pit stop seguinte, Vettel encontrou um novo rival, Jenson Button, mas manteve a gordura conquistada nas primeiras voltas.
Na disputa pelo terceiro lugar, um toque entre Hamilton e Fernando Alonso, então quarto, acabou favorecendo Heidfeld, que herdou o lugar a cinco voltas do fim.
Apesar de feliz com a vitória, a quinta em seis corridas, Vettel acha cedo para ser considerado favorito ao bi. ''Ainda há um longo caminho, mas todo ponto conta.''

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