Agência Folha
De São Vicente
O ministro do Esporte e do Turismo, Rafael Greca, disse ontem que caberá à CBF não permitir que times controlados por uma mesma empresa participem da mesma competição. Segundo Greca, a medida provisória publicada na última segunda-feira no Diário Oficial da União não impede o patrocínio simultâneo de mais de um clube por uma mesma empresa. ‘‘Qualquer empresa pode ter quantos times quiser. Agora, se eles vão participar de uma mesma competição ou não, quem decide é a CBF’’, declarou o ministro.
A MP modificou a Lei Pelé com a inclusão de um artigo que proíbe o controle ou a gerência de mais de um clube por uma mesma empresa. O texto original da Lei Pelé não impunha restrições à participação de uma empresa em mais de uma agremiação esportiva.
Greca disse que o governo não tem como interferir na organização de competições esportivas – tarefa da CBF, no caso do futebol –, mas, com a edição da medida provisória, já fez a sua parte ao estabelecer as normas que evitam a formação de cartéis empresariais no esporte.
De acordo com o ministro, o objetivo da MP foi adaptar a legislação brasileira ao regulamento da Fifa, à qual a CBF é filiada, que determina a limitação da participação das empresas na gestão de clubes.
Para Greca, se equipes patrocinadas por uma mesma empresas disputarem o mesmo campeonato haverá risco de combinação de resultados. ‘‘A pretensão do controle dos resultados é a transformação da paixão e da emoção dos estádios em um enredo previamente combinado. Seria uma espécie de telenovela do futebol, o que não podemos aceitar’’, declarou.

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