Veto aos astros dá espaço para garotos no futebol olímpico


LUÍS MARCELO CASTRO
LUÍS MARCELO CASTRO

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - Ronaldinho Gaúcho, Riquelme, Xavi, Pirlo, Eto’o, Gamarra e Cristiano Ronaldo são alguns dos craques que —em idade olímpica ou não— em algum momento da carreira buscaram a medalha de ouro nos Jogos.

Embora cada seleção possa contar com até três jogadores acima de 24 anos —um ano de lambuja por causa do adiamento para 2021— nos Jogos de Tóquio, o torcedor não verá nomes como Messi, Neymar, Salah ou Mbappé em campo.

Sem a obrigação de ceder seus astros para as equipes nacionais, já que a Olimpíada não ocorre em data Fifa, a maioria dos grandes clubes fez jogo duro e fez valer o poder de veto.

Por outro lado, a proibição abriu a possibilidade de se observar, no Japão, os craques do futuro.

Após conquistar o inédito topo do pódio na Rio-16, a seleção brasileira, por exemplo, não contará com os campeões Weverton, Marquinhos e Neymar. Nem mesmo os jovens Gerson e Pedro foram liberados.

Ainda assim, não faltam talentos para a equipe de André Jardine acreditar no bi: Gabriel Menino (Palmeiras), Bruno Guimarães (Lyon), Claudinho (Bragantino), Antony (Ajax) e Richarlison (Everton) são alguns dos 22 jovens convocados do Brasil.

Eles serão comandados em campo pelo experiente Daniel Alves, 38 anos, recordista de taças no futebol.

Entre medalhões e joias, a disputa não será fácil. O México vai levar à Ásia o goleiro Ochoa, 35, com quatro Copas do Mundo no currículo, e Laínez, 21, promessa ascendente do Betis (ESP).

Já a França, que também sofreu com a resistência dos clubes, terá o algoz palmeirense no Mundial, Gignac, 35, do Tigres (MEX), e o volante Tousart, 24, do Hertha.

Com seis nomes que chegaram à semifinal da Eurocopa, a Espanha chega forte na Olimpíada: Unai Simón, Eric García, Pedri, Dani Olmo e Oyarzabal foram titulares contra a Itália —Pau Torres entrou no final.

Comparado a Iniesta pelo técnico Luis Enrique, da seleção principal, Pedri, 18, conseguiu se livrar da proibição do Barcelona.

Nomes como o japonês Kubo, o sul-coreano Lee Kang-in e o marfinense Diallo também prometem encher os olhos.

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