A expectativa das Olimpíadas no Brasil não mexeu apenas com os jovens. Os atletas já consagrados também pensam em disputar os jogos no Rio de Janeiro, em 2016. A taekwondista Natália Falavigna e o ciclista Luciano Pagliarini olham de maneira diferente para o futuro, mas mantêm a esperança de faturar uma medalha de ouro na terra natal.
A idade é o principal empecilho, afinal os londrinenses já estarão na casa dos 30 anos, idade que em algumas categorias tornam os atletas menos competitivos. Porém, Natália Falavigna acredita que este fator não será problema, principalmente porque compete numa categoria ''mais pesada''. Como a idade faz o atleta perder nos quesitos agilidade e velocidade, tal categoria significa por si só usar menos volume de luta.
''O problema de competir no Rio será o mesmo de qualquer ciclo olímpico. Provavelmente será a última chance, mas pretendo treinar como se fosse para qualquer outra Olimpíada'', promete a atleta que terá 32 anos na época. Ela já participou de outras edições das Olimpíadas, ficando com o bronze nos Jogos de Pequim, na China.
Já Luciano Pagliarini, que também representou o Brasil, em Pequim, acredita que ainda tem ''muito chão pela frente''. Seu objetivo como atleta é participar dos Jogos de Londres, em 2012, e compor a comissão técnica quando o Rio de Janeiro estará sediando as Olimpíadas. ''Não vai ser fácil competir até lá, mas há possibilidades'', cogitou.
Dentre as dificuldades que elenca para se manter em forma até 2016, sacrificar o tempo de convívio com a família é a principal. ''É uma coisa que me empolga muito, mas vamos pensar primeiro nos próximos três anos'', ponderou, destacando entretanto que na última edição das Olimpíadas, os campeões nas provas de pista (velódromo) foram dois argentinos que possuiam 36 e 38 anos. ''É verdade que condições eu tenho, mas ainda temos que esperar mais um pouco''. (R.O.)

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