Versatilidade marca o estilo do "novo líder" Rincón
São Paulo, 08 (AE) - De artilheiro da seleção colombiana a zagueiro no time do Corinthians. Aos 33 anos, Freddy Rincón vive uma nova experiência. Domingo, no segundo tempo do clássico contra o São Paulo, pela semifinal do Campeonato Brasileiro, Rincón atuou como quarto zagueiro, substituindo João Carlos. "No futebol, tudo acontece muito rápido; fica difícil assimilar", diz o versátil jogador.
Rincón afirma que seu estilo de jogo colabora para que tenha um bom desempenho em várias posições. "Meu físico também ajuda, pois, ao mesmo tempo em que sou forte para combater os atacantes
sou rápido no ataque e na distribuição da bola", diz o corintiano, que marcou apenas um gol durante toda a temporada.
O fato de ser um dos líderes do atual elenco do Corinthians também é um fato inédito para Rincón. "Isto é uma coisa natural", acredita. "Alguns me respeitam por causa da história que tenho dentro do futebol."
O jogador lembra que no Palmeiras, clube em que atuou em 1993, 1994 e 1996, não conseguiu desenvolver a mesma função. "Naquela época, o patrocinador do clube exercia uma pressão muito grande sobre os atletas."
O colombiano não gosta de falar sobre o futuro. Boatos dão conta de que vai atuar pelo Flamengo no primeiro semestre de 2000. Rincón formaria o setor do time carioca com o iugoslavo Petkovic e com o holandês Seedorf. "Não quero falar sobre o assunto, pois estamos em um momento decisivo da final do Brasileiro."
O interesse em disputar o Mundial de Clubes, em janeiro, no Brasil - torneio que começa no dia 5 e termina no dia 14 - é um indicativo de que Rincón pode continuar no Parque São Jorge. "É a competição mais importante de todas", afirma o jogador, referindo-se aos sete torneios de que o Corinthians deve participar em 2000. Os demais são: Rio-São Paulo, Campeonato Paulista, Copa do Brasil , Taça Libertadores, Mercosul e Campeonato Brasileiro.
Além disso, Rincón é um nome certo na lista do técnico Javier Alvaréz para compor a seleção colombiana nas eliminatórias para a Copa do Mundo de 2002. O jogador pediu dispensa do último amistoso da equipe, mas pretende disputar o quarto Mundial de sua carreira. "É quase um dever servir o meu país."





