Vergonha causa afastamento dos 'petequeiros'
Marcos Freitas
De Curitiba
Um esporte que nasceu nas ruas e hoje está confinado a alguns clubes por causa da vergonha. Assim está a situação da peteca no Brasil. Um esporte que já foi até apresentado em uma Olimpíada, hoje não consegue sobreviver longe das confrarias. E o principal motivo é a vergonha que seus adeptos sentem ao se revelarem verdadeiros petequeiros. Muita gente joga mas poucos admitem, explica o presidente da Federação Paranaense de Peteca, Antonio Ruela.
O jogo começou como uma brincadeira dos índios Tupi-Guaranis. Eles revestiam uma pedra, colocavam penas em cima e se divertiam. No final da década de 20, em Minas Gerais, aconteceu o aperfeiçoamento da peteca. Hoje a base é de couro e as penas são de peru. A brincadeira de rua virou esporte que se difundiu por todo o País. Paraná e Minas Gerais reúnem o maior número de praticantes. O último campeonato mineiro teve quase 15 mil participantes, conta Antonio Ruela.
Em 1945, o esporte foi levado como demonstração para a Olimpíada de Helsinque, na Finlândia, e teve seus dias de glória. Atualmente a França é um dos países onde mais se pratica o esporte, com um campeonato nacional. O Brasil também tem o seu que neste ano será realizado em Uberaba (MG), de 12 a 15 de novembro. Já o Campeonato Paranaense acontece em Curitiba, amanhã e domingo, no Clube Curitibano. São esperados mais 150 atletas de todo o estado e ainda competidores de Santa Catarina. O Paranaense apontará os participantes do Brasileiro.





