Arquivo FolhaO estádio já esteve em piores condições. A Portuguesa Londrinense pode ser a beneficiadaDepois da tentativa frustrada de transferir a sede do clube de Cambará para Londrina, a Sociedade Esportiva Matsubara vai perder a permissão de uso por dez anos do Estádio Uady Chaiben, conhecido como Estádio dos Amadores ou simplesmente Vila Santa Terezinha. O vereador Beto Scaff (PSDB) quer que a Câmara revogue a Lei (nº 6.092, de 13 abril de 1995) e outorgue a concessão à Liga de Futebol de Londrina. Scaff diz que ao retornar para Cambará, o Matsubara abriu mão do direito que tinha sobre o Estádio.
Mas o vereador Célio Guergoletto (PMDB), autor do projeto que cedeu o direito ao Matsubara, apresentou um substitutivo a proposta de Scaff indicando a Ametur (Autarquia Municipal de Esporte e Turismo) como permissionária.
Na sessão da última quinta-feira, assim que foi colocado em discussão, o presidente da Casa, Adalberto Pereira da Silva (PFL), complementou a sugestão de Guergoletto ao solicitar a criação junto a Ametur de um conselho diretivo para administrar o Estádio, integrado pela Liga de Futebol de Londrina, Associação Portuguesa Londrinense e Associação dos Moradores da Vila Santa Terezinha.
Neste momento, Scaff decidiu retirar o projeto de pauta por discordar das alterações. ‘‘Do jeito que está, com essas modificações, os outros vereadores vão ficar confusos, com muitas dúvidas. Não abro mão de conceder o benefício à Liga. Afinal de contas, ela é quem congrega todas as equipes amadoras da Cidade. Vou me reunir com o Célio e o Adalberto para esclarecer o assunto e assim que chegarmos num consenso, o projeto voltará a ser apreciado’’.
Em abril do ano passado, por iniciativa do vereador Renato Araújo (PPB), a Câmara ameaçou revogar a permissão do Matsubara. Na ocasião, o argumento foi o descumprimento do Artigo 3º da Lei, onde ‘‘a permissionária se compromete e fica obrigada a zelar pelo Estádio, mantendo-o em perfeitas condições de uso e fazendo as benfeitorias que se fizerem necessárias’’. Depois de um acordo entre os vereadores e o clube, o projeto foi retirado definitivamente de pauta na segunda votação.
Beto Scaff reconhece que hoje a situação não é diferente. ‘‘Eles foram embora e o muro, que dá para a Avenida Dez de Dezembro, ficou destruído. Tentei entrar em contato com a família Matsubara, mas não tive uma resposta sobre as providências que seriam tomadas’’. No final da semana passada, o muro começou a ser reconstruído. A diretoria da Portuguesa Londrinense, que ao lado da Liga vêm utilizando o Estádio para jogos e treinamentos, assumiu a responsabilidade pela obra.

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