Vereador quer proibir Lusinha de usar estádio
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segunda-feira, 06 de abril de 2009
Loriane Comeli<br>Equipe Bonde 
Londrina - Um projeto em tramitação na Câmara Municipal de Londrina, que ainda não entrou em discussão, já está causando polêmica na cidade. O vereador Joel Garcia (PDT) quer revogar a lei municipal 7.322, de 1998, que permitiu à Associação Portuguesa Londrinense usar imóveis na Vila Santa Terezinha, na zona leste. Além da administração do clube e de um pequeno alojamento, a Lusinha também utiliza o Estádio Uady Chaiben.
O vereador justificou a proposta argumentando que a Lusa se transferiu para Cambé, ''onde vai defender o nome daquela cidade, além das instalações estarem sendo utilizadas como moradia em péssimas condições, com construções irregulares, e a população não está sendo beneficiada com a prática desportiva''.
O presidente da Portuguesa, Amarildo Vieira, no entanto, se insurgiu contra a proposta de Joel Garcia. ''O vereador deveria ter vindo aqui conhecer o clube antes de jogar uma proposta dessa. Às vezes, tenho vontade de largar o futebol por causa disso: ninguém vem ver se o trabalho é bem feito; só querem fazer oba-oba e politicagem'', desabafou Vieira.
Segundo o presidente do clube, a Lusinha jamais deixou de utilizar a sede em Londrina; apenas transferiu alguns jogos para Cambé durante o Campeonato Paranaense do ano passado. ''Foram três meses que nós jogamos lá e com a concordância do então presidente da Fundação de Esportes, o Dedé (Ariobaldo Frisselli) e do prefeito Nedson Micheleti'', afirmou. ''E isto foi para desafogar o Estádio do Café, já que o LEC também disputava o campeonato.''
O presidente da Lusa disse que após passar a jogar em Cambé, adotou o nome fantasia de CAC/Lusa - Clube Atlético Cambé/Associação Portuguesa Londrinense - ''apenas para poder jogar no estádio em Cambé'', o José Garbelini.
Ele também afirmou que atualmente o clube treina aproximadamente 450 meninos e meninas e aloja 20 garotos de outras cidades. ''Não são condições excelentes, mas também não são precárias; é uma condição razoável que já melhoramos desde que estamos aqui'', concluiu Vieira.


