Curitiba - A Fomento Paraná ainda não tem o dinheiro necessário para repassar ao Atlético-PR o empréstimo necessário para a conclusão da obra da Arena da Baixada. Um financiamento de R$ 250 milhões foi solicitado ao Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). Porém, de acordo com o banco, os trâmites para a liberação desta verba ainda estão em fase inicial na instituição.
O Atlético-PR pede R$ 65 milhões para que a obra seja concluída. Segundo a Fomento, houve, antes do carnaval, a liberação de R$ 6,5 milhões, montante ao qual o Atlético-PR tinha direito do último financiamento aprovado pelo BNDES. Sem a liberação do novo financiamento ao governo do Paraná, a autarquia do poder público ainda não sabe dizer de onde virá a verba que será emprestada ao clube.
Por meio da assessoria de imprensa, a Fomento confirma que ainda procura outras fontes de financiamento para garantir a verba necessária para a Arena da Baixada. Porém, a autarquia não diz de onde viria o dinheiro necessário no caso do BNDES não liberar a verba a tempo. O dinheiro que atualmente o Atlético-PR tem em mãos seria suficiente apenas para manter as obras até o início de março. O clube, entretanto, não confirma até quando há reservas financeiras para manter o trabalho em andamento.
A Fifa havia dado um ultimato à capital para que o estádio mostrasse evolução na obra e que garantisse que a entrega seria feita antes do mundial. No dia 18 de fevereiro, quando a entidade internacional confirmou que Curitiba permaneceria como cidade-sede da Copa do Mundo, uma das garantias para manter a capital foi a confirmação do dinheiro suficiente para finalizar a construção do estádio, que deve receber quatro jogos do mundial.
O BNDES informou que são quatro fases para a aprovação do financiamento pedido pelo governo do Paraná. No caso dos R$ 250 milhões, o pedido ainda está na primeira fase, chamada de consulta. Segundo o BNDES, o pedido ainda passará pelas fases de enquadramento, análise e aprovação pela diretoria. Porém, após a aprovação, ainda ocorrerá a contratação e, na sequência, a liberação do dinheiro é feita em parcelas.
Ainda de acordo com o banco, não há prazo definido para que esse trâmite esteja finalizado a tempo para atender as necessidades do governo do Estado – no caso, o empréstimo para a Arena da Baixada. Isso depende, segundo a instituição financeira, da "maturidade" do projeto apresentado pelo Paraná.

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