Problemas, problemas e mais problemas. Quando parece que tudo está resolvido e que a paz vai reinar, eis que surgem novos enroscos. Esse é o Londrina, que já não sabe mais o que é conviver sem pelo menos uma bronca para resolver. A mais recente é o bloqueio da verba da Timemania que o clube teria direito.
O Tubarão foi incluído no grupo 3 dos beneficiados com o retorno financeiro da loteria criada pelo governo federal para abater as dívidas dos clubes que não cumpriram com suas obrigações fiscais. Assim, teria R$ 8 mil mensalmente abatidos de suas dívidas com a União. Porém, o dinheiro está com um rumo diferente: o bolso do atacante Rui Barbosa, ex-jogador do Londrina.
O atacante vestiu a camisa alviceleste em 2002 e não deixou saudades. Foi contratado no início daquele ano com status de estrela. Tinha o maior salário do time - cerca de R$ 7 mil mensais - e a obrigação de ser o homem-gol. Foi dispensado em abril sem balançar as redes uma vez sequer.
Depois de muitas batalhas jurídicas, ele conseguiu vencer o Tubarão. Especula-se que o valor da indenização a que tem direito ultrapassa a casa dos R$ 200 mil.
A defesa do jogador conseguiu na justiça fazer com que o dinheiro da Timemania fosse usado para sua conta, como forma de abatimento.
Procurado pela reportagem da Folha, o advogado do clube e presidente do Conselho Deliberativo, Ricardo Ramalho Cardoso, disse que aguarda a chegada da papelada do processo para se posicionar. A ação foi impetrada em Goiânia. ''Os documentos estão vindo por avião e devem chegar hoje (ontem) à noite. Não posso falar nada ainda porque não vi o processo, que estou atrás faz mais de um mês. Quero ver qual foi a astúcia do advogado dele para conseguir esse bloqueio'', afirmou Cardoso.
O episódio serviu para aumentar o desgaste do gestor do clube, Adir Leme da Silva e aumentar os boatos de que deixará o clube ao final da Copa Paraná. Ele não quer dar entrevistas.

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