Venezuela quer repetir sucesso do Brasil na GR
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quarta-feira, 01 de junho de 2005
Jaime Kaster<br> Reportagem Local 
Sete meninas da recém-formada seleção venezuelana de ginástica rítmica (GR) de conjunto estão treinando, desde segunda-feira, na Unopar, em Londrina, para as competições que o grupo disputará este ano e também já visando os Jogos Pan-Americanos de 2007, no Rio de Janeiro. A equipe foi formada há apenas um mês.
Depois do estágio de 40 dias que as meninas farão em Londrina, elas ficarão concentradas para a sequência dos treinamentos no Instituto Nacional de Deportes, em Caracas, a capital venezuelana. O grupo é novo porque reúne as atletas do novo ciclo olímpico (2005-2008), que substituíram as ginastas do conjunto adulto que terminou em 4º lugar no Pan-Americano de Santo Domingo em 2003 o Brasil é o atual bicampeão da competição.
E foi justamente pelo fato do País ser referência mundial na modalidade é que a Federação Venezuelana de Ginástica procurou a ex-técnica da seleção brasileira, a londrinense Bárbara Laffranchi que conduziu a equipe nacional ao 8º lugar nas duas últimas Olimpíadas para uma assessoria qualificada.
Bárbara está montando a coreografia completa do conjunto venezuelano, incluindo a música, já para as competições deste ano. A primeira são os Jogos Bolivarianos (que incluem Venezuela, Colômbia, Bolívia, Peru, Equador países que se tornaram independentes graças a Simón Bolívar), marcados para agosto. Depois haverá o Pan-Americano de Ginástica no Rio, em outubro, classificatório para os Jogos de 2007.
''Nesse Pan de ginástica, nossa meta é mantermos pelo menos o 4º lugar que obtivemos em Cancún, no México, em 2001, para garantirmos vaga nos Jogos do Rio'', disse a auxiliar-técnica da seleção, a venezuelana Kathy Araújo, 44 anos. A técnica principal, a romena Victória Tiron, 57, que treinou a Romênia até a Olimpíada de Barcelona-92, aposta em uma medalha já para o Pan-Americano de 2007. ''Viemos ao Brasil para preparar o grupo já com esse objetivo'', disse a treinadora venezuelana.
Caminho Kathy Araújo afirmou que a idéia é trilhar o mesmo caminho do Brasil na ginástica. Aqui, a fórmula adotada para a montagem do conjunto para os ciclos olímpicos de 1996-2000 e 2000-2004 foi trazer as melhores ginastas do individual até 1995 (na época Dayane Camillo e Camila Ferezin, ambas londrinenses) para formarem um conjunto forte, o que deu resultado. De penúltimo colocado no Mundial de Ginástica de 94, o Brasil chegou à condição de 8º melhor do mundo em 2004.
No caso da Venezuela, quatro das sete integrantes do atual conjunto foram trazidas do individual: Andreia Myston, Adreina Acevedo, Edgarvi Garces e Catherin Arias, todas de 15 anos.
A técnica da Unopar Márcia Aversani Lourenço diz que a Venezuela vem mantendo uma boa tradição na GR individual e também faz um trabalho ''de nível'' no juvenil. ''Tanto que foram campeãs pan-americanas no juvenil em 2000. Porém, quando chegam no adulto, elas não conseguem manter o conjunto e dissolvem o grupo. E como querem mudar essa realidade, estão iniciando este trabalho em parceria conosco'', contou Márcia.
As outras três ginastas da seleção venezuelana são Esther Colmenares, 17, Mariangel Balsac, 14, e Rosimar Marvez, 19. O grupo não tem nenhuma atleta formada em Caracas. Elas vieram de cidades menores, como Carabobo, Miranda, Cojedes e Lara.


