San Cristóbal - A seleção da Venezuela não tem boas recordações de suas mais recentes apresentações no estádio Pueblo Nuevo. As duas últimas aparições em San Cristobal terminaram em derrotas - 1 a 0 para o Peru e 2 a 0 para o Paraguai -, pressão, críticas e a demissão do técnico Richard Paez. Agora, sob o comando de Cesar Farias, a seleção ‘‘vinho tinto’’ muda o astral e confia, no mínimo, na possibilidade de não fazer feio em casa.
  Mas há outra fonte para alimentar a esperança de sucesso de uma equipe que tem duas vitórias, um empate e cinco derrotas nas Eliminatórias. Trata-se da memória dos 2 a 0 sobre o Brasil, no amistoso disputado no meio do ano em Boston. Aquela proeza histórica tem sido usada pelo treinador como alternativa para estimular seus jogadores.
  ‘‘Conhecemos o Brasil, sua forma de jogar e suas qua-lidades’’, comentou Farias, depois do treino de sexta-feira, realizado sob forte chuva. ‘‘É um time que joga no contragolpe, utiliza bem a altura de seus atacantes, mas sabemos como neutralizar tudo isso’’.
  A saída, imagina o empolgado técnico, é combinar ‘‘ordem e talento’’. A fórmula, avisa, não é difícil de ser entendida. ‘‘A ordem, no nosso sistema tático, é o suporte para que desabroche o talento de Guerra, Vargas, Maldonado e Arango’’. (A.E.)

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