Vendedor de bandeiras festeja clima de Copa
PUBLICAÇÃO
terça-feira, 16 de junho de 1998
Nelson Cilo 
Em uma das esquinas da Avenida Higienópolis, em Londrina, Paulo Sérgio de Lima, 28 anos, improvisou ontem uma sugestiva exposição de bandeiras, camisetas, shorts, bonés e outros objetos relativos à Seleção Brasileira. Tudo em verde-amarelo, claro. Um cenário bem adequado à Copa do Mundo.
Paulo Sérgio conta que vendeu bastante, mas nem tanto quanto na estréia do Brasil no Mundial. Acontece que as pessoas preferiram antecipar as compras na abertura da Copa, explicou. Mesmo assim, ele não reclamou do movimento. Segundo ele, homens e mulheres compram em proporções iguais. Os pais das crianças gastam mais. A garotada é muito fanática, todo mundo se envolve no clima da Copa.
Vender bandeiras e diferentes brindes é o trabalho habitual de Paulo Sérgio, que, depois da Copa do Mundo, retomará a velha rotina nos principais clássicos estaduais. Ao lado de Amauri Borges Garcia, 32, que o ajuda no ponto de venda da Higienópolis, ele voltará a frequentar São Paulo, Rio, Curitiba, Cuiabá, Manaus e outras capitais. Vou atrás dos grandes clássicos. Vivo disso e sei onde faturar mais alto, esclarece Paulo Sérgio, palmeirense e torcedor do Londrina. Nos jogos do Londrina, a gente não vende nada. Nossa torcida anda meio calada e sumida. Aqui no Paraná, só o Atletiba dá lucro. Mas nada se compara a Palmeiras x Corinthians no Morumbi ou Flamengo x Vasco no Maracanã. Vale a pena ir tão longe para faturar mais alto.


