Venda de Márcio cria atrito no Paraná
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terça-feira, 26 de fevereiro de 2002
Fernando Tupan Equipe da Folha 
Curitiba - A notícia de que o presidente Ênio Ribeiro negociou 50% do passe do atacante Márcio está rendendo pano para manga no Paraná Clube. Ontem o jogador foi chamado para esclarecimentos pelo superintendente de futebol, Ocimar Bolicenho; pelo presidente do Conselho Deliberativo, Aramis Tissot e pelo empresário Sérgio Malucelli. A reunião aconteceu na Vila Capanema e o centroavante não treinou.
Os boatos da negociação começaram há três semanas. O presidente tricolor vinha negando a informação. A última vez que falou que não existia o negócio foi no sábado, para uma rádio curitibana. Mas estranhamente os membros da diretoria foram orientados pelo presidente para não comentarem sobre o negócio com Malucelli.
Até o início do ano o Paraná Clube tinha apenas 50% do passe do atual artilheiro da Copa Sul-Minas. A outra metade era do empresário paulista Mauro Morishita, também procurador de Márcio. O jogador se desentendeu com Morishita e por isso o Paraná teve a oportunidade de comprar a outra metade do passe.
Agora, com a negociação, Márcio vai passar a ser representado por Juan Figger, parceiro comercial do atual campeão brasileiro, o Atlético, rival do seu atual time. No ano passado o uruguaio foi investigado pela CPI do Senado por possíveis irregularidades na negociação de atletas para o exterior. Foi Figger um dos intermediadores pela venda do atacante Lucas ao Rennes, da França, por US$ 21 milhões.


