Santos - Paulo Henrique Ganso criou um imenso desconforto para a diretoria do Santos ao confirmar que vendeu 10% de seus direitos econômicos para a DIS (ligada ao Grupo Sonda) porque o clube não quis comprar - por contrato, tinha um mês para exercer sua opção de preferência e ficar com mais uma fatia do jogador. Isso ficou claro nas palavras do vice-presidente Odílio Rodrigues em conversa com a Agência Estado, ontem, no hotel em que está a delegação em Nagoya, no Japão.
Em um primeiro momento, ele disse que a diretoria não se manifestará sobre o assunto antes do fim do Mundial de Clubes da Fifa, mas aos poucos foi dando indicações de que a cúpula santista não está nada satisfeita com a situação. ''Ficamos surpreendidos sob todos os aspectos. Primeiro com o vazamento da informação e depois com a entrevista do Ganso'', afirmou.
Os desabafos do meia têm o dom de irritar os dirigentes. Foi assim no começo do ano, quando ele reclamou de o clube ter abandonado a negociação de seu novo contrato por ele estar machucado. E foi assim agora em Nagoya. ''Consideramos que o momento é inadequado para o assunto ser exposto.'' Essa declaração é um claro puxão de orelhas no meia.
Segundo ele, nem o presidente Luís Álvaro de Oliveira Ribeiro, que tem chegada a Nagoya prevista para hoje, falará sobre o assunto.(L.A.M.)

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