A conquista do título do Aberto dos Estados Unidos, no fim-de-semana, garantiu aos tenistas Patrick Rafter e Lindsay Davenport o segundo lugar no ranking da ATP (masculino) e WTA (Feminino). O australiano desbancou o chileno Marcelo Rios, enquanto a norte-americana ficou com a posição de Jana Novotna. Apesar da derrota nas semifinais, o norte-americano Pete Sampras manteve-se no primeiro lugar da lista, com uma boa vantagem sobre Rafter.
Já a número um do ranking feminino, a suíça Martina Hingis, viu diminuir a diferença sobre a segunda colocada, com a derrota na final para Davenport. A desclassificação prematura de Gustavo Kuerten custou ao brasileiro a queda de uma posição no ranking, passando da 25ª para 26ª posição. Fernando Meligeni continuou em 48º.
Patrick Rafter e Pete Sampras - eliminado pelo campeão nas semifinais - estão em primeiro e segundo lugar no ranking da ATP, respectivamente. A posição lhes assegurou convite para o Mundial que será disputado de 23 a 29 de novembro, em Hannover, na Alemanha. A competição, conhecida como Master, reúne os oito melhores tenistas da temporada.
Diferentemente do ranking, a classificação para o Mundial leva em consideração apenas os pontos ganhos no ano. Desse modo, o fato de estar entre os melhores do ranking, que compara o desempenho dos tenistas com a temporada passada, não é garantia de disputar o Master. Além de Sampras e Rafter, o chileno Marcelo Rios já havia garantido vaga na competição de Hannover.
Poucos erros - Em sua memorável campanha no Aberto dos EUA, Patrick Rafter também deixou claro que o tênis hoje não vive só de boas raquetadas. Mostrou um preparo físico tão bom e uma velocidade tão grande que sempre conseguia chegar na bola em boas condições. Este foi o segredo para um número ínfimo de erros não forçados. Cometeu apenas cinco, em toda a partida final diante de Philippoussis, num recorde. Seu adversário, por exemplo, teve 29 erros não forçados. Em jogos de cinco sets, a média é de 20.
Não foi só no Aberto que Rafter mostrou tanta eficiência. Este ano já conquistou outro cinco títulos importantes. E se o ranking da ATP fosse anual (como vai ser a partir do ano 2001), o australiano estaria na liderança. Mas a posição de número um, no entanto, não está tão distante: é o atual vice-líder, com 3.575 pontos contra 4.015 de Pete Sampras.
Australiano de Queensland, Austrália, Patrick Rafter conquistou o Aberto dos EUA pela primeira vez em 1988. Hoje mora nas Bermudas, para ficar perto dos amigos e dos torneios. Rico e famoso, costuma colaborar com causas sociais. Poucos sabem, mas ele doou a crianças carentes metade dos US$ 750 mil de prêmio pela vitória sobre Mark Philippoussis, na final de Flushing Meadows.France PresseHonra ao méritoRafter beija a taça do US Open: campanha memorável nos EUAAgência Estado

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