Veloz até debaixo d'água
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quinta-feira, 28 de janeiro de 2010
Renato Oliveira<br> Reportagem Local 
O londrinense Diego Faustino é uma das promessas da nova safra da motovelocidade brasileira. O jovem piloto, que terminou o Campeonato Paranaense de Motovelocidade 2009 como vice-campeão, acertou contrato com a paulista Motonil e irá correr nesta temporada na Pirelli-Superbike, uma das principais competições do país. A estreia será na abertura do torneio, dia 7 de fevereiro, no Autódromo Internacional de Interlagos, em São Paulo.
O teste que confirmou Faustino na Motonil foi o desempenho nas 500 Milhas de São Paulo, no início deste ano. Ao lado de Diego Pretel e Rodrigo Benedites, o jovem de apenas 20 anos terminou em primeiro lugar na categoria Superbike (1000 cc) e em segundo na pontuação geral. A prova durou seis horas e os pilotos se revezaram nas 182 voltas pelo circuito com a pista completamente molhada em alguns momentos.
Segundo o piloto, o fator que fez a diferença nas 500 Milhas foi a prática de andar na chuva. Como ele correu quase todas as etapas do Paranaense nestas condições, o fato trouxe muita experiência, técnica que antes ele não dominava.
''Na chuva, o piloto deve que ter mais cautela. A mão tem que ser mais fina, você não pode acelerar muito e tem que andar com a moto menos inclinada. Andar na chuva é uma arte, não é muito fácil não. Tanto que nas 500 Milhas ninguém quis encarar a pista molhada, sobrou para mim'', analisou. Nos treinos, o piloto fez o tempo de 1min44s, considerado rápido para Interlagos que tem o recorde na marca dos 1min42s.
O Pirelli-Superbike acontecerá em sete etapas, sendo quatro na cidade de São Paulo e três nos estados do Paraná e Rio Grande do Sul, além do Distrito Federal. Segundo Faustino, o torneio é o melhor em atividade no Brasil, mas o heptacampeão de motociclismo Gilson Scudeler pretende lançar uma nova categoria ainda neste ano - a Superbike Cup. O campeonato terá patrocínio da Petrobras e será nos moldes da Stock Car, onde as equipes precisam comprar vaga para participar.
Em 2009, Faustino tentou ingressar em competições de porte nacional, mas com a debandada da escuderia Honda do Campeonato Brasileiro, o regulamento mudou e a longa distância das cidades que iriam receber as etapas tornou o projeto inviável. ''Por isso, não fiz as duas primeiras provas do Paranaense e mesmo assim consegui ficar em segundo lugar'', ressaltou o piloto.
O londrinense começou a competir numa moto de 350cc e a exemplo do ano passado vai correr a temporada em cima da sua Hornet 600cc. Além da falta de patrocínio que atrapalha a realização de projetos mais audaciosos, Faustino observa que não se deve queimar etapas antes de subir numa máquina mais potente e veloz. ''Isso faz parte da fase de formação. Os pilotos que foram direto para a 600cc e 1000cc não têm base com moto pequena. É importante testar os limites antes de mudar para uma mais potente'', acredita.


