Velocidade para todos os gostos em Londrina
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sábado, 04 de agosto de 2007
Jaime Kaster<br> Reportagem Local 
O Autódromo Ayrton Senna, de Londrina, estará repleto de provas hoje, com três categorias distintas: primeiro a Fórmula 3 Sul-Americana, a partir das 11 horas, com 16 carros no grid na 12 etapa da temporada 2007. Depois, às 12h10, será a vez do Trofeo Maserati, que volta a Londrina após a estréia no ano passado, com nove carros correndo a 5 etapa. Fechando o dia de velocidade, às 14 horas, 21 caminhonetes Ranger, S-10 e Dakota duelarão na pista na 5 etapa do Brasileiro de Pick-up Racing.
Das três, a que promete maior competitividade e velocidade é a Fórmula 3, que volta a correr em Londrina após quatro anos. A última etapa realizada aqui, antes da de ontem (que abriu o final de semana de provas) foi em 2002, quando os argentinos ainda se arriscavam na disputa e a principal estrela era Nelsinho Piquet, hoje piloto de testes da Renault na Fórmula 1.
De três anos pra cá, a categoria conta apenas com brasileiros, que fazem dela uma preparação para se lançarem nas principais categorias européias - F-3000, GP2 e Super Renault V6. ''A Fórmula 3 é a melhor escola para qualquer piloto que quer competir no exterior, inclusive para aqueles que sonham com a F-1. Os carros são muito rápidos e só o que falta no momento é uma melhor divulgação para facilitar a nossa vida na hora de procurarmos patrocinadores'', lamentou Luiz Razia, chefe da equipe Razia, que tem os pilotos Mário Romancini (vice líder do campeonato) e Daniel Landi.
Mais potentes - De acordo com Razia, a Sul-Americana tem os carros mais potentes entre todas as F-3 que correm hoje no mundo. ''Na F-3 inglesa, européia e australiana, por exemplo, os motores têm até 230 hp, enquanto que na nossa chegam a 290 hp'', comparou.
O piloto paulista Fábio Bereta, 21 anos, concorda que, mesmo pouco divulgada, a F-3 é ainda ''a melhor escola do Brasil''. ''Já corri na Fórmula Renault, mas neste carro a gente aprende muito mais de pilotagem, porque a pressão aerodinâmica dele é muito mais forte'', afirmou Bereta, que planeja ir para a F-3000 em 2008.
O líder da temporada, o mineiro Clemente Faria Jr., 19 anos, veio do kart direto para a F-3. Seu primeiro ano na categoria mais veloz do automobilismo nacional (a F-3 faz a volta no Autódromo de Londrina em 1min10s, contra 1min19s da Stock V8) foi 2006, quando ficou em 4º lugar. O aprendizado foi rápido e este ano ele já venceu cinco das dez etapas. Até ontem, Faria liderava com folga de 24 pontos sobre o 2º colocado, Mário Romancini.
O 3º colocado, o paulista Fernando Galera, comentou que terá que fazer um bom treino para sair na primeira fila em Londrina. ''É uma pista seletiva na qual vai ser difícil passar, porque os carros andam no mesmo segundo'', observou.
Sem argentinos - Se tem todas essas qualidades, uma pena é que a F-3 não tenha mais a fama do passado, quando argentinos e brasileiros rivalizavam nas pistas. Daniel Landi, 23 anos, que também corre o campeonato de Stock V8, é o único do grid que correu quando ainda havia argentinos, entre 2002 e 2003. ''Eles (argentinos) estão priorizando a TC 2000'', explicou Landi, que entrou na vaga de Ernesto Otero na equipe Razia. Otero saiu no meio da temporada para a F-3 inglesa.


