Velocidade máxima no autódromo de Londrina
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sábado, 25 de julho de 2009
Reportagem Local 
O Autódromo Ayrton Senna costuma sediar corridas das principais categorias do automobilismo brasileiro, como a Stock Car, a Fórmula 3 e a extinta Fórmula Renault. Nunca, no entanto, a pista de Londrina recebeu, de uma só vez, três categorias de carros genuinamente ''de rua'', com modelos que vão desde o Renault Clio até supercarros como a Maserati GranTurismo e a Ferrari F430 GT3.
As atividades no Autódromo Ayrton Senna começam às 10 horas, com a corrida da Copa Renault Clio. Já a corrida da GT3 tem início ao meio-dia. A largada para a etapa do Trofeo Maserati será dada às 13h45. Os ingressos, a R$ 10, serão vendidos na própria bilheteria do autódromo.
Com um motor de 140 cv de potência e fazendo tempos de volta na casa de 1min29s, a Copa Renault Clio pode ser considerada a categoria de entrada do evento. A categoria monomarca corre em Londrina desde 2002, mas deve fazer sua despedida da pista paranaense neste ano. Isso porque é dada como certa em 2010 a estreia da Copa Sandero, que promete garantir mais alguns anos de longevidade ao torneio da fabricante francesa.
Quase oito segundos mais rápido, o Trofeo Maserati também reúne um grupo de pilotos de variado nível de experiência, mas é reservada a quem gosta de emoções mais fortes - ou tem, naturalmente, mais dinheiro para investir. Com seus 420 cv de potência, o modelo GranTurismo tem desempenho próximo ao dos carros da Stock Car na pista paranaense, e é um bom aperitivo para o prato principal do fim de semana: a GT3.
''Os carros da GT3 são mais rápidos em curva que os do Trofeo Maserati, e têm motores que podem chegar a 550 cv'', apontou o paulista Rafael Derani, que lidera o campeonato da categoria de elite em parceria com o gaúcho Cláudio Ricci, a bordo de uma Ferrari F430 da equipe CRT Brasil. Derani é um dos pilotos da GT3 que já correu no Trofeo Maserati, e acumula uma vitória na categoria de acesso em Londrina.
Passar a competir na GT3 significou a ele um salto de mais nove segundos no tempo de volta, já que os modelos da categoria mais veloz do fim de semana têm estabelecido marcas na casa de 1min12s no Autódromo Ayrton Senna.
Troca de pilotos
As corridas da GT3 têm uma hora de duração, mas por regulamento nenhum dos pilotos pode passar tanto tempo pilotando em um único evento. Entre o 23º e o 37º minutos de cada prova, é aberta uma janela obrigatória para pit stops, que deve ser usada unicamente para a troca do piloto. Com dois minutos de duração, ela oferece tempo suficiente para que os competidores sejam presos com segurança aos bancos dos carros, e garantem emoção extra às corridas. ''O equilíbrio das duplas é quase tão importante quanto o acerto do carro na GT3'', aponta Cláudio Ricci, que também disputa a GT3 Europeia com uma Ferrari F430.


