Velocidade máxima nas 500 Milhas de Londrina
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sábado, 10 de dezembro de 2005
Jaime Kaster<br> Reportagem Local 
Trinta e seis carros largarão hoje, às 16 horas, no Autódromo Internacional Ayrton Senna, para mais uma edição das 500 Milhas de Londrina, a terceira prova de endurance mais tradicional do Brasil, só menos famosa que as Mil Milhas de São Paulo e as 12 Horas de Tarumã (RS). Será a 14edição da prova, que termina no prazo máximo de sete horas ou quando o primeiro colocado completar 263 voltas no circuito (o que totalizam 500 milhas).
Como é uma prova diferente das demais, devido à longa duração, cada equipe tem entre dois e três pilotos que se revezam no decorrer da corrida e trocam de lugar no cockpit enquanto os carros param para o reabastecimento, que leva, em média um minuto. Outra diferença é no visual dos carros, repletos de faróis de milha para que os pilotos consigam enxergar a pista, já que metade da corrida é disputada à noite. A previsão de chegada é entre 22h30 e 23 horas. No ano passado, a prova terminou em 6h48min46s, com vitória do trio londrinense Márcio Lima, César Bonilha e Ciro Moreira.
Este ano eles se separaram, mas suas equipes garantiram ontem as primeiras posições no grid de largada de hoje. Ciro Moreira, que formou equipe com Maicon Tumiate e Humberto Amaral, fez o terceiro melhor tempo (1min17s526), enquanto Márcio Lima, que seguiu em dupla com César Bonilha, marcou o segundo tempo (1min17s269). A pole ficou com Beto Cazuni, de Londrina, que correrá ao lado do curitibano Celso Zocolotte. Eles cravaram a melhor marca na história dos treinos para as 500 Milhas, 1min16s192, e são considerados favoritos à vitória.
A dupla curitibana que largará em quarto lugar, formada por Jair Bana e Carlos Edurado Bana, pai e filho, não poderá contar com o convidado ilustre, Ricardo Zonta, piloto de testes da Toyota, que está na Espanha e não teve liberação da equipe para vir ao Brasil. ''Nossa expectativa para a prova é boa. Já ganhamos aqui em 2001 e vamos manter o mesmo ritmo de uns 6.500 giros durante toda a corrida para tentar decidir nas duas voltas finais'', disse Carlos Eduardo. No ano passado, eles lideraram até o final da sexta hora de prova, quando um problema de suspensão os tirou da corrida.


