Velocidade de Marrocos não assusta
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segunda-feira, 15 de junho de 1998
Agência Estado 
O técnico Zagallo não teme o futebol veloz da seleção de Marrocos. O treinador fez muitos elogios ao adversário no fim do treino de ontem, em Nantes, mas acha que o Brasil tem condição de somar três pontos e praticamente garantir a classificação para a próxima fase da Copa.
O treinador ficou entusiasmado com a equipe depois do treino coletivo realizado domingo, em Ozoir-la-FerriSre. Estamos subindo de produção a cada treino, avaliou. E tem mais: observei atentamente a estréia da maioria das equipes e posso garantir que o Brasil não está devendo para ninguém.
O treinador disse que não é pitonisa para adivinhar se Marrocos será uma das surpresas do Mundial. Mas ele gostou muito de ver essa equipe jogar contra a Noruega. Zagallo fez elogios aos meias Tahar, Chippo, Chiba e Hadji. Este último eu marquei bem seu jeito, por causa do rabinho de cavalo que ele usa, diz o treinador. É um jogador que se movimenta muito bem, tanto pela direita, como pela esquerda.
A seleção do Marrocos foi o principal assunto entre os jogadores brasileiros no domingo à noite, após o jantar. A comissão técnica passou para os atletas um compacto de 60 minutos do empate entre Marrocos e Noruega por 2 a 2, quarta-feira, em Montpellier.
As principais jogadas da equipe marroquina foram revistas várias vezes pelos jogadores, com os comentários do técnico e do espião da Seleção, Gilmar Rinaldi. Já sabemos tudo sobre o adversário, garante Zagallo, que durante a entrevista de ontem pronunciou corretamente os nomes dos jogadores do Marrocos e a função que cada um executa na equipe. Temos nossas precauções e já decidimos o que devemos explorar, afirmou.
Segundo observação de Gilmar, Marrocos ataca em velocidade com vários jogadores, mas volta com lentidão para a defesa. Por causa dessa informação, Zagallo mudou a escalação da equipe, colocando Leonardo no lugar de Giovanni.
O treinador não gostou da atuação do meia do Barcelona na partida de estréia contra a Escócia. Por isso, resolveu colocar um jogador com mais garra na equipe para ajudar na marcação do meio-de-campo. O técnico não quer dar espaço ao adversário na intermediária.
Admite também que a saída rápida da defesa para o ataque poderá ser uma estratégia decisiva para vencer o time africano. Leonardo e Giovanni têm a mesma função na equipe, mas as características são diferentes, analisa.
Zagallo destaca a disposição de Leonardo para dar combate e sua boa visão de jogo nos passes. Essas qualidades do meia, segundo o treinador, poderão ajudar muito a Seleção. Como aconteceu na vitória contra a Escócia, o treinador antecipa que Cafu deverá ser novamente uma arma importante nas jogadas de contra-ataques. Eles vão tentar fechar esse setor da nossa equipe, mas temos de contar com a disposição de Cafu para abrir as jogadas pelas pontas.


