São Paulo, 10 (AE) - O goleiro Dida e o meia Marcelinho aproveitaram os cinco dias em Quito para se familiarizar com o aumento da "velocidade da bola", por causa da altitude de 2.850 metros da cidade equatoriana. Os dois foram exigidos em fundamentos distintos.
O goleiro foi exigido pelo preparador Paulo César Gusmão nas saídas de bola e nos chutes de longa distância. Dida falhou em um dos dois gols sofridos na Cidade do México, diante do América. "É importante conhecer o tempo da bola e para isso é preciso treinar um pouco para não ser surpreendido", disse o goleiro corintiano, que atuou pela última vez na capital equatoriana em 1997, quando ainda jogava no Cruzeiro.
A preocupação maior de Marcelinho está nas cobranças de falta. O atleta foi alertado pela comissão técnica do Corinthians, que é a mesma da seleção brasileira, sobre os problemas enfrentados pelo lateral-esquerdo Roberto Carlos na partida das Eliminatórias contra a Colômbia, que foi disputada na altitude de Bogotá.
"Se você chutar um pouco mais forte do que o necessário
a bola sobe muito", afirmou Marcelinho, que deverá abdicar da força pela técnica. "Melhor buscar o ângulo a chutar forte." O jogador também não deverá usar de sua habilidade para tentar os lançamentos. "Caso aconteça o erro, o desgaste será muito grande", afirmou o jogador.
Oswaldo de Oliveira orientou os atletas para que "privilegiem a posse de bola". "Nosso setor de meio-de-campo deverá ter inteligência para ditar o ritmo de jogo e não entrar em correria", afirmou o treinador corintiano.

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