Hora de mudar
O Campeonato Paranaense de Automobilismo termina hoje, não deixando saudades. Desde o início da temporada venho criticando as mil categorias ou subdivisões que existem. E não adianta dizer que o grid de tal corrida teve 40 ou 50 carros. É só dividí-los que vai ter piloto competindo contra ele mesmo. Este ano vamos ter dez campeões. Não é um exagero? Se boa parte da imprensa esquenta a cabeça para fazer sua matérias após uma etapa, pois é pódio que não acaba mais, o que dizer do aficcionado que insiste em ir aos autódromos?
Já passou da hora da Federação, pilotos e patrocinadores ‘acordarem’ para a realidade e fazerem um certame enxuto com, no mínimo, três categorias. Estaria bom demais. O que não dá mais para engolir é este emaranhado de classificações, sendo que um dia após o certame ninguém sabe mais quem é campeão e o nome das tais categorias. Será que os pilotos também estão de acordo com o sistema de disputa atual? E a Federação, porque insiste em uma fórmula que já não dá mais certo? É bom aproveitar agora este final de temporada para se pensar no campeonato do ano 2000. Ou será que vamos continuar com esta ‘coisa’?
Com a palavra a Federação, os pilotos, os automóveis clubes e aqueles que realmente batalham pelo crescimento do nosso automobilismo.
- Mais um piloto paranaense dá os primeiros passos no automobilismo internacional. O kartista Augusto Júnior, que tem toda a sua carreira programada, deve competir na F-Renault européia no próximo ano.
- Gil de Ferran e Hélio Castro Neves farão dupla na Penske em 2000, na Fórmula Indy. A Penske deixa os motores Mercedes e passar a usar os Honda. Está na hora do time, que é um dos mais fortes da categoria, voltar a vencer.
- Depois de conquistar a F-Vauxhall Jr. inglesa no ano passado e a F-Renault daquele país este ano, o amazonense Antonio Pizzonia vai correr na F-3 em 2000. Vamos esperar que ele continue esta sequência de vitórias e títulos.
- Os irmãos Rodrigo e Ricardo Sperafico realizaram teste com uma equipe de Indy Lights no meio da semana e foram muito bem. Jaime Mello Jr. pode disputar a F-3000 no próximo ano. São mais pilotos paranaenses, estes da região Oeste, que começam a surgir com mais força no automobilismo.
- O Brasil teve um desempenho fraco este ano no automobilismo internacional. O único título conquistado foi o de Antonio Pizzonia, que ganhou a F-Renault inglesa, além de ter sido vice na F-Renault européia. Luciano Burti também foi vice, na F-3 inglesa. E só.
- O kartismo paranaense precisa de mais provas. Três etapas durante o ano e mais uma final em quatro baterias é muito pouco. Uma solução seria os certames regionais, bem organizados, divulgados e competitivos.
- Tentando fugir para uma legislação trabalhista mais branda, a Fórmula 1 pode estender seus braços para países do Oriente Médio. Os Emirados árabes já acenaram com a possibilidade de sediar um corrida da categoria e o Egito também está na jogada. Dinheiro é o que não falta.

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