Velocidade (Alberto Macedo)
Tapetão pode tirar
brilho da temporada
Sem ainda ter conhecimento do resultado do julgamento da Ferrari, acontecido na sexta-feira, mas cujos resultados seriam divulgados ontem (esta coluna foi fechada na sexta), a Fórmula 1 chega a seu final um pouco sem brilho, pois qualquer decisão que tenha acontecido, tirou um pouco do grande campeonato que foi o deste ano. Sem entrar no mérito da questão se a Ferrari é a culpada ou não por ter irregularidade em seu carro (até que ponto a mesma iria influenciar em uma corrida?), o título poderá estar definido sem ser dentro da pista.
Se os juízes do Tribunal de Apelação da Federação Internacional de Automobilismo (FIA) ratificarem a decisão dos comissários desportivos do GP da Malásia, o finlandês Mika Hakkinen, na McLaren, entra na pista de Suzuka, no Japão, na madrugada do próximo domingo (horário brasileiro), como o bicampeão da categoria. Agora, se os magistrados resolverem punir apenas as equipes com a perca de pontos, o GP do Japão irá pegar fogo. Se isto acontecer, o norte-irlandês Eddie Irvine terá a vitória na Austrália de volta e passará a somar 70 pontos, contra 66 de Hakkinnen. Aí sim a disputa ganha novas cores e acredito aí que Irvine ficará com o título, não só porque terá a ajuda de Michael Schumacher, pois correu de F-3000 no Japão e é o piloto da F-1 atual que mais conhece o circuito.
- Depois de liderar a Fórmula Indy da quarta até a 19ª e penúltima etapa, o colombiano Juan Pablo Montoya derrapou quando mais precisava. No domingo passado, na Austrália, ele entrou na pista como líder e com 13 pontos de vantagem sobre o escocês Dario Franchitti e saiu da mesma em segundo lugar e com nove pontos atrás. Como explicar? Piloto revelação deste ano, melhor estreante e considerado a nova sensação, e com sete vitórias em 19 corridas, Montoya quando não vence dificilmente termina entre os primeiros. Já Franchitti, apesar de ter ganho apenas três etapas, sempre terminou bem colocado, somando muitos pontos. Agora, quando chega a hora do vamos ver, esta regularidade lhe dá a vantagem.
Faltando apenas a corrida de Fontana no próximo domingo, para terminar a temporada de Fórmula Indy, basta ao escocês manter o mesmo ritmo do início do ano. Com nove pontos de vantagem, basta terminar em terceiro lugar (mesmo que Montoya vença e ganhe os pontos de bonificação e voltas na liderança) que será o campeão de 99. Às vezes vale somar pontos ao longo do campeonato e não correr apenas pensando em vencer. Está aí um bom exemplo.
- A equipe Penske vem mudada para a temporada 2000 de Fórmula 3000, devendo utilizar o chassi Reynard e com uma dupla de pilotos dos melhores: o brasileiro Gil de Ferran e o canadense Greg Moore. O time quer acabar com o jejum de vitórias e títulos. Por outro lado, dois veteranos da pista deixam a categoria. Al Unser Jr. deixa o time depois e vários anos e vai correr na Indy Racing League (IRL) pela escuderia Galles, já tendo assinado contrato por cinco anos. Já Scott Pruett deixa a Indy para correr na Nascar, a stock car americana.
- Alguns meses atrás critiquei o Automóvel Clube de Londrina por não ter em mãos a programação de uma etapa do Paranaense de Automobilismo, na véspera do evento. Pois bem. Londrina sedia no próximo domingo, dia 31, a oitava etapa, e o órgão que promove a prova nos enviou a programação da mesma com duas semanas de antecedência. Parabéns!





