Afinal, quem foi o culpado?
Há cinco anos, no dia 1º de maio de 1994, o Brasil e o mundo perdia o maior piloto de todos os tempos. Na fatídica Curva Tamburello, no circuito de Ímola, na Itália, o carro do brasileiro Ayrton Senna seguiu reto e foi de encontro ao muro. Senna nem esboçou a intenção de realizar a curva. A FW16 colidiu a cerca de 280 km/h. O atendimento médico foi demorado mas não havia muito o que fazer. Um pedaço da barra de direção se quebrou e atingiu o tricampeão acima do olho direito, furando o capacete.
Da morte de Senna, passando pelos supostos responsáveis pelo acidente, desde o administrador do autódromo até o dono da equipe Frank Williams, foram muitas as sessões de tribunais, para se chegar a um resultado que, para quem vive no meio já sabia. Nada. Os dirigentes da Williams foram absolvidos. Nestes cinco anos o automobilismo mundial não foi o mesmo e no Brasil foi grande o número de pessoas que deixou de assistir a Fórmula 1. Senna apenas faz parte da história.
Vale ressaltar ainda que no dia anterior à morte de Ayrton Senna, havia morrido o austríaco Roland Ratzemberger, que entrou direto na Curva Villeneuve e bateu também no muro de proteção. A história mostra ainda que nos fatídicos GPs disputados na Itália, não teve nenhum culpado. Basta relembrar o austríaco Jochen Rindt, nos treinos em Monza, em 70; e o sueco Ronnie Peterson, também em Monza, em 78. Apesar do barulho gerado pelas autoridades e o rigoroso procedimento jurídico levado adiante, nunca ninguém foi punido.
- Hoje é dia de Fórmula 1 em Ímola, e as atenções ficam voltadas para as favoritas McLaren e Ferrari. Está na hora das equipes mostrarem a que vieram este ano. Depois das provas na Austrália e Brasil, o momento é de afirmação. A Williams, com o fraco motor Supertec pouco poderá fazer, a não ser que o italiano Alessandro Zanardi dê tudo, já que corre em casa. Olho na Jordan, com Damon Hill e Heinz-Harald Frentzen. Quanto a Rubens Barrichello tudo vai depender da performance do carro. Se não tiver problemas pode até pontuar.
- Em uma temporada em que não há grandes destaques e o equilíbrio vem sendo grande, a Indy corre hoje no oval curto de Nazareth. Gil de Ferran, Christian Fittipaldi, Maurício Gugelmin e Tony Kanaan podem sonhar alto. Por outro lado, Greg Moore e Dario Franchitti estão na luta. A supresa pode ser Jimmy Vasser, que não foi bem nas três primeiras etapas, além de Michael Andretti, que corre em casa.

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