VELOCIDADE
O automobilismo paranaense (e londrinense), tem jeito?
Todo final de temporada é a mesma coisa. O automobilismo paranaense e londrinense tem que mudar. Se a imprensa critica, está errada, quer acabar com o automobilismo. Se não critica, continua do jeito que está. De mal a pior. Este ano então, os campeonatos foram na base do 'ninguém sabe, ninguém viu'. E ainda dizem que o Paraná tem um dos maiores grids do Brasil e coisa e tal. E daí? Para quem vai servir isso? Para os pilotos? Para o público? Ou para os patrocinadores? Se bem que estes dois últimos são coisas raras.
Em uma prova em Londrina dizem que tinha dez mil pessoas. Mas não foram para ver somente os carros, e sim uma corrida de motos. Tanto é que na última etapa, domingo passado, só foi quem sabia do evento. Poucos.
Não dá para aceitar um campeonato sem calendário, onde as etapas são montadas mês a mês. É ridículo. Hoje, quando se luta para modernizar os eventos, com calendários fixos, onde público, patrocinador e piloto sabem o dia da prova, aqui é o contrário. Marca-se o dia, faz o evento e ninguém fica sabendo.
Nossos dirigentes dizem que têm de fazer o calendário depois de marcadas as provas nacionais. É simples. A Stock Car, a F-Renault e a F-Truck as principais categorias do Brasil em breve terão suas datas. É só intercalar as provas estaduais.
Seria muito bom saber que daqui a dois meses vai ter uma prova do Paranaense em Londrina. Ou não?
Agora, quanto à organização, divulgação do evento e situação do mesmo já é outro problema, para se discutir em outro dia.
- O paranaense Ricardo Zonta preferiu continuar como piloto de testes na equipe Toyota de Fórmula 1, ao invés de ir para a Indy/Cart. Zonta ainda acredita que pode voltar a ser piloto titular. Já a notícia de que a Penske estaria comprando a Jordan não evoluiu. O certo é que se o negócio sair, Gil de Ferran deixa a aposentadoria e será um dos pilotos do time.
- A morte do norte-americano Tony Renna, na última quarta-feira, em Indianápolis, elevou para 41 o número de pilotos mortos desde a construção do autódromo. O primeiro a morrer na pista foi o também norte-americano William Borque, em 1909. Entre pilotos e fiscais o número de mortos chega a 26.
- A Stock Car V8 brasileira chega ao final da temporada 'pegando fogo'. O paranaense David Muffato lidera seguido pelo paulista Ingo Hoffmann e o carioca Cacá Bueno. Dificilmente o título sairá deste trio, com maiores chances para Muffato, que tem 27 pontos de vantagem sobre Ingo. Ou seja, pode garantir o título já na próxima etapa, a penúltima, dia 9 de novembro, em Pinhais.
- Não haverá nenhuma prova no Brasil no próximo final de semana Finados. Os dois únicos eventos de destaques, a nível mundial, serão a última etapa da Fórmula Indy/Cart, em Fontana, e o encerramento do Mundial de Motovelocidade, em Valência, na Espanha.





