VELOCIDADE
Muitas vezes critiquei nesta coluna a Federação Paranaense de Automobilismo e a organização do kart londrinense. Este último, que há cerca de dois anos vem sendo dirigido por uma associação de pais de pilotos (e aficcionados), continua pecando pela falta de organização. No último domingo um acidente, que poderia ser fatal, passou desapercebido por muita gente.
O piloto Jean Garrote, de 16 anos, depois de sair da pista em alta velocidade rodou, bateu e ficou de rodas para cima. O adolescente foi atendido por quatro socorristas presentes, que visivelmente não estavam preparados para fazer aquele tipo de atendimento, pois o piloto estava desacordado e sangrava pelo nariz. Para piorar, não havia um médico no local e a ambulância que estava no kartódromo não possuia equipamentos para acidentes graves. Meia hora depois Jean Garrote foi levado para o Hospital Universitário. Hoje ele está bem, mas na segunda-feira seguinte ao acidente, devido a fortes dores de cabeça, teve que ser levado ao hospital novamente.
Agora, o que realmente aconteceu? O kart do piloto não estava em condições de entrar na pista? O piloto estava devidamente vestido e com capacete com total condições de segurança? Os organizadores do evento realizam vistoria nos karts para se saber se os mesmos têm condições ou não de entrar na pista? Existe um controle para se saber se o piloto tem condições ou não de pilotar? Quem é o responsável pelo evento? Quem responde pelo que acontecer dentro da pista? É a Associação ou a Federação. Ou ambas. Está na hora de se profissionalizar de vez a categoria. E tem gente que não gosta quando esta coluna critica o amadorismo que ainda reina em nossas pistas.
- Não é a toa que os pilotos paranaenses estejam competindo na maioria das categorias no automobilismo internacional. Se por aqui a situação não é das melhores, é porque a garotada do kart está indo em peso para correr em São Paulo, em um certame que reúne os principais kartistas do Brasil e com a realização de várias provas. Aqui no Paraná o campeonato tem apenas três etapas durante o ano. E tem categoria que é difícil de ter mais de três pilotos. É por isso que o pessoal prefere competir em São Paulo. Lá a competitividade é maior.
- Não é de hoje que se vê o reduzido número de pilotos americanos na Fórmula Indy. Nesta temporada, para resumir o assunto, apenas três: Michael Andretti, Jimmy Vasser e Brian Herta. Mas a crise não é só na Indy, não. Este ano, na Indy Lights, categoria de acesso à Indy, apenas 13 pilotos estão competindo, sendo apenas quatro americanos. Os demais são mexicanos (quatro), irlandês, inglês, neozelandês, dinamarquês e um brasileiro, o curitibano Nilton Rossoni Jr. Alguma coisa está errada ou a garotada americana está procurando outro tipo de esporte.
- Os pilotos brasileiros descobriram a Fórmula Renault Italiana. No ano passado o campeão foi o paulista Felipe Massa e participou ainda o curitibano Augusto Júnior. Nesta temporada, além de Augusto, estão o também paranaense Maycon Zandavalli, os paulistas Fábio Carbone, Juninho Fragnani e Rodrigo Dimas Pimenta, e o gaúcho Paulo Bueno. Em compensação, na Fórmula 3 inglesa, este ano nenhum piloto disputa a categoria principal. Apenas o carioca Ernani Judice participa da classe B.





