Imagem ilustrativa da imagem VELOCIDADE - Rosberg vence de ponta a ponta
| Foto: Joe Klamar/AFP
GP da Bélgica contou com uma das largadas mais tumultuadas da temporada



O alemão Nico Rosberg fez sua parte na manhã de ontem, no circuito de Spa-Francorchamps. O piloto da Mercedes escapou dos contratempos da tumultuada primeira volta do GP da Bélgica, sustentou a ponta da largada à bandeirada final e aproveitou a distância para Lewis Hamilton - que largou em penúltimo lugar – e faturou sua sexta vitória no ano.
No entanto, o alemão viu uma reação incrível de Hamilton na 13ª corrida da temporada. Tirando vantagem de batidas, entrada de safety car e imprevistos com rivais, o inglês terminou a prova na terceira colocação, atrás somente de Rosberg e do australiano Daniel Ricciardo, da Red Bull. Entre os brasileiros, Felipe Massa foi o décimo e Felipe Nasr, o 17º.
A grande performance deve aumentar ainda mais a confiança de Hamilton para a sequência do campeonato. Precisando chegar em sétimo para sustentar a liderança do Mundial de Pilotos, ele agora soma 232 pontos, com vantagem de nove sobre Rosberg, após cruzar a linha de chegada em terceiro. Para o alemão, o resultado serviu para reduzir a vantagem do companheiro de Mercedes e ainda encerrar a sequência de quatro vitórias seguidas do inglês. A próxima etapa da temporada 2016 da Fórmula 1 será disputada já no próximo fim de semana, na Itália, em Monza, no dia 4 de setembro.

A CORRIDA
O GP da Bélgica contou com uma das largadas mais tumultuadas da temporada. Muitos toques entre os carros, pneus furados e saídas de pista movimentaram da segunda até a última posição do grid. Somente Rosberg ficou imune ao agito.
Isso porque Verstappen, que largou ao seu lado, teve uma saída lenta e quase foi ultrapassado pelos carros da Ferrari. Em uma disputa apertada, ele dividiu a pista com os dois rivais. Sebastian Vettel, por fora, pressionou Kimi Raikkonen contra o holandês e levou a pior, caindo para o pelotão do fundo. O finlandês e Raikkonen precisaram ir aos boxes. O piloto da Ferrari até teve um princípio de incêndio em seu carro, mas se manteve na corrida.
A movimentada primeira volta da prova belga teve ainda o abandonos de Carlos Sainz Jr., Jenson Button e Pascal Wehrlein. As idas aos boxes e saídas de pista beneficiaram os pilotos brasileiros. Massa, que largou em décimo, já aparecia em quarto na segunda volta. E Nasr, que saiu em 16º, figurava em 11º.
O piloto da Williams, porém, resolveu fazer uma aposta arriscada ao correr para os boxes para a primeira troca de pneus logo no começo, diante do sinal de safety car virtual, em razão dos contratempos da primeira volta. Massa tirou os compostos supermacios e colocou os pneus macios, pouco mais resistentes.
O safety car virtual se tornou real quando Kevin Magnussen bateu forte na famosa curva Eau Rouge, na sétima volta. Os carros se enfileiraram no pit lane, nos boxes, e só voltaram à pista 15 minutos depois, ainda sob safety car. Todo o tumulto das dez primeiras voltas em Spa beneficiou diretamente dois pilotos do grid: Fernando Alonso e Lewis Hamilton. Largando das últimas posições, eles conseguiram se aproximar dos primeiros colocados após tantas reviravoltas, causadas pelas seguidas trocas de pneus dos rivais.
Felipe Massa, por sua vez, conseguiu somar um ponto ao terminar na mesma décima posição em que largou. Felipe Nasr, após figurar em 11º, voltou a sofrer com a inconstância da Sauber. Para piorar, sofreu novamente punição por tirar os quatro pneus da pista, ao atacar uma das zebras do traçado. Ele já havia sido punido no sábado pelo mesmo motivo. Desta vez o erro lhe custou cinco segundos. Terminou em 17º, na última colocação.

mockup